Honrar o pai ou o Comandante? A insubmissão capilar que agitou a “1.ª Companhia”
Rodrigo Castelhano prefere dormir na rua a perder a identidade na recruta!
A disciplina militar assenta no princípio da uniformidade, mas na “1.ª Companhia”, a tesoura encontrou a primeira grande resistência: Rodrigo Castelhano recusa cortar o cabelo.
Esta sexta-feira, dia 2 de janeiro, enquanto o quartel se enchia de cabeças rapadas, Rodrigo Castelhano escolheu a insubmissão: em nome da moda e da memória do pai, o recruta recusou-se a abdicar do cabelo comprido.
O ritual é tão antigo quanto o próprio exército: rapar o cabelo simboliza o abandono do “eu” em favor do grupo, no entanto, para Rodrigo Castelhano, o corte representava uma perda que ia muito além da estética. Num momento de alta tensão frente aos instrutores, o modelo foi perentório ao traçar o seu limite: “Não vou cortar o cabelo, posso encher, posso fazer o que quiser, mas o cabelo [não corto]“.
A decisão, que poderia ser lida como mera vaidade de um profissional de moda, revelou rapidamente camadas mais profundas e humanizadas. Castelhano não estava apenas a proteger a sua ferramenta de trabalho – embora tenha recordado que o cabelo lhe “dá dinheiro na moda” – mas sim a proteger uma ligação emocional com o passado “O meu pai faleceu e eu quero o cabelo igual ao do meu pai“, explicou o concorrente, num desabafo que silenciou, momentaneamente, o rigor da parada.
Para Rodrigo, os dois anos que leva a deixar crescer o cabelo são um tributo vivo que nenhuma ordem militar parece capaz de vergar e a sua resistência é total, aceitando qualquer castigo físico em troca da manutenção da sua imagem: “Podem-me pôr a encher, podem-me pôr a dormir na rua. Façam o que quiserem“.
Enquanto os restantes homens do grupo se submetiam à máquina zero, Castelhano procurou uma solução alternativa, mas não isenta de ironia: dirigiu-se ao grupo das mulheres para aprender a técnica de “apanhar” o cabelo. No microcosmos deste reality show, a atitude de Rodrigo coloca um dilema aos instrutores: punir a insubmissão ou respeitar o luto e a carreira de um homem que, no meio da farda, luta para não se tornar apenas mais um número.
Cândido Pereira não poupa Sara Santos: “Ela estava ali para um welcome drink”