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Imagens das 5h29 e discussão com a namorada: A cronologia de Maycon Douglas segundo a SIC e o que a policia acredita

Luís Maia revelou na SIC dados exclusivos da investigação. O carro não estava em ponto morto, o que indica que estava a ser conduzido. A tese de que o corpo estaria na bagageira foi "praticamente afastada".

O caso do desaparecimento de Maycon Douglas sofreu uma reviravolta significativa com as informações avançadas esta manhã pelo jornalista Luís Maia, no programa “Casa Feliz”, da SIC.

Ao contrário das suspeitas de crime levantadas por amigos na TVI, as autoridades inclinam-se agora para a tese de suicídio, baseada em perícias técnicas à viatura e ao local.

Luís Maia começou por traçar a cronologia da noite, confirmando que existiram momentos de tensão entre o ex-concorrente e a namorada, “Foi o último local onde ele foi avistado [bar], esteve a divertir-se com os amigos e quando sai do bar, sai na companhia de uma rapariga, alegadamente namorada dele. Cá fora terão tido uma discussão. (…) Terão saído dali os dois (…) em direção da casa dele. Nessa casa (…) terá havido mais um momento de algum desentendimento entre eles e depois o rapaz pega na sua viatura e vem aqui para este local”, relatou.

O jornalista detalhou o percurso perigoso feito pelo jovem até ao Forte de São Miguel Arcanjo, passando por um acesso restrito onde o carro terá roçado na cancela devido à largura excessiva. Uma câmara de vigilância terá captado o momento decisivo.

Às 5h29 da manhã, há uma câmara que mostra esta parede aqui do Forte São Miguel do Arcanjo. (…) E essa câmara mostra, às 5h29, uma luz branca, que, ao que tudo indica, seja de um farol de um carro (…) E depois essa luz vira para a direita“, explicou, indicando a direção da Praia do Norte.

Sobre a possibilidade de crime, empurrar o carro pela falésia ou haver um corpo na bagageira, Luís Maia foi perentório ao citar os dados da investigação, que afastam esses cenários.

“A informação a que tivemos acesso (…) dá a ideia que, em primeiro lugar, a viatura que está ali em baixo estava com uma mudança engatada. Ou seja, tudo indica que viesse a ser efetivamente conduzida. Ou seja, um dos cenários que seria de alguém ter chegado aqui, ter empurrado a viatura falésia abaixo, fica praticamente afastado”, afirmou.

Além disso, “houve, efetivamente, um exame minucioso à viatura, e a teoria de que poderia estar um corpo na mala do carro estará praticamente afastada”.

A grande questão permanece: onde está Maycon? A explicação das autoridades prende-se com o estado em que o carro ficou e as fortes correntes da zona (Canhão da Nazaré).

“Tanto quanto sabemos, os acessos ao carro estavam comprometidos. (…) Quer dizer que ou uma porta estaria aberta ou partida, ou pelo menos um dos vidros do carro estaria aberto ou partido. Isto significa o quê? Com a corrente que aqui existe (…) seria perfeitamente plausível que um condutor daquela viatura (…) pudesse ter sido levado pela corrente pelo mar, ao contrário da viatura que ficou depositada aqui no fundo”, esclareceu o jornalista, acrescentando que apenas um casaco ficou preso nos destroços.

Apesar de os amigos insistirem que Maycon tinha planos, como uma viagem ao Brasil, e falarem numa mensagem suspeita, Luís Maia concluiu que a prova forense é mais forte, “O que é certo é que mesmo todos esses indícios, as desconfianças de alguns amigos (…) acabam por ser de alguma maneira contraditas ou rebatidas pelas conclusões ou pelos indícios que a investigação encontrou neste momento“, rematou.

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