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Inês Herédia alvo de terapia de conversão sexual: O segredo “bem guardado” que chocou os comentadores do V+ Fama

A atriz surpreendeu tudo e todos ao revelar nesta Páscoa que foi submetida a práticas para alterar a sua orientação sexual.

O programa «V+ Fama» desta segunda-feira, conduzido por Adriano Silva Martins, dedicou grande parte da sua emissão a um tema denso e fraturante: a revelação de que Inês Herédia foi alvo de terapias de conversão sexual no passado.

A confissão foi feita pela própria nas redes sociais, durante o fim de semana de Páscoa, e deixou os comentadores do formato em choque.

A atriz e cantora de 36 anos, que saltou para a ribalta no programa Ídolos (2012) e consolidou uma carreira de sucesso na televisão com personagens marcantes em novelas como Paixão (SIC) e Festa é Festa (TVI), é hoje assumidamente homossexual. Casada com a ex-diretora de televisão Gabriela Sobral, com quem tem dois filhos gémeos, Inês é frequentemente vista como um exemplo de representatividade. No entanto, o seu testemunho provou que o caminho até à aceitação foi repleto de traumas.

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“Esta Páscoa fiquei aqui muito surpreendido com uma publicação de Inês Herédia. A atriz fez uma publicação porque sabem que ultimamente tem falado muito em terapias de conversão sexual, e a Inês fez uma publicação no Instagram, Pedro, onde confessou que se submeteu a esta terapia, que inclusive tem guardado todas as folhas que a psicóloga lhe dava, os exercícios que fazia, e aqui um relato estremecedor”, introduziu Adriano Silva Martins.

Pedro Capitão não escondeu o espanto perante o que considerou ser um “segredo bem guardado” por parte da atriz. “Nós olhamos para a Inês e vemos uma atriz de mão cheia, uma mulher segura, muito bem resolvida, que no passado acabou por ter aqui esta ferida que dá uma sensação que foi de facto traumatizante”, sublinhou, criticando duramente as práticas em causa: “Estas terapias de conversão sexual, eu acho que isto é um método completamente arcaico. Isto, sim, é doentio, porque tu não podes converter uma pessoa. É a orientação daquela pessoa.”

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O comentador lembrou ainda a forte mobilização social em torno do tema, revelando que “7.000 assinaturas já foram recolhidas” para uma petição que visa discutir o assunto na Assembleia da República, adiantando que “a Inês deu aqui esta sugestão de testemunhar na primeira pessoa o que é que se passa nestas práticas de conversão sexual, que eu acho monstruoso.”

António Leal e Silva demonstrou total solidariedade para com a atriz e aproveitou para deixar uma mensagem clara aos decisores políticos. “As opções sexuais ou a sexualidade de cada pessoa não tem cura, não se cura. Nós nascemos, crescemos e cada um de nós vai-se encaminhando, porque é uma coisa inata, é da pessoa”, defendeu de forma enérgica. “Não é preciso ser educado com homossexuais, nem com bissexuais, nem com trissexuais, nem com heterossexuais. As pessoas são o que elas são. E a família e a sociedade têm que aceitar as pessoas como elas são. Esta história da conversão sexual, ninguém neste mundo consegue converter sexualidades de ninguém. Isto não é uma cura. Não é uma doença.”

Para António Leal e Silva, a criminalização destas práticas é urgente: “Esta história da conversão sexual para já não devia ser permitida. É um atentado à liberdade das pessoas, é um atentado à moral, é um atentado a tudo, porque não é uma doença. E quando não é uma doença, não tem cura, não se pode curar. (…) É de uma violência, é de uma agressão psicológica… Isso faz um mal. Marca qualquer pessoa.”

Num apelo ao bom senso e ao respeito cívico, o comentador recordou ainda o conselho que deu a um amigo cujo filho assumiu a sua homossexualidade, salientando que o respeito pela sociedade e por si mesmo está acima de qualquer orientação: “O que se passa consigo, dentro de quatro paredes, com quem é que dorme, com quem é que quer viver e com quem é que quer ser feliz, é problema seu. Respeite a sociedade, respeite os outros e tenha respeito por si próprio.” Um ponto onde Adriano concordou, frisando que a exigência de respeito em público se aplica a todos, independentemente da orientação.

Isabel Figueira admitiu estar completamente a leste da existência continuada destas abordagens em Portugal. “Fui apanhada completamente de surpresa (…) não fazia a mínima ideia. Portanto, isto vem obviamente das famílias mais conservadoras que não aceitam que os filhos tenham uma outra orientação sexual, que possam procurar isto em terapia”, afirmou, incrédula.

A comentadora elogiou ainda a coragem da atriz da TVI em quebrar o silêncio e expor um tema tão sensível e violento. “Converter, tirar a pessoa daquilo que ela sabe que ela é para ser outra coisa, isso faz-me um bocadinho de confusão. E, portanto, acho ótimo e muito bem que a Inês Herédia tenha vindo falar sobre isto, porque tenho a certeza que muitas pessoas vão olhar para esta notícia, vão-se rever, vão perceber que também passaram por isto”, concluiu, num momento em que todo o painel repudiou a anulação de identidade promovida por estas terapias.

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