Inês Simões não tem dúvidas: “O Filipe é o grande protagonista, tem uma humildade feroz”
O finalista sonha ter apenas 5 concertos e 10 mil seguidores, mas os comentadores garantem que ele vai ter uma surpresa chocante cá fora. O painel analisou a "cegueira" do cantor em relação à sua própria popularidade.
O Diário da 1.ª Companhia desta segunda-feira, 16 de fevereiro, dedicou uma larga parte da sua emissão a analisar o fenómeno de popularidade de Filipe Delgado.
O cantor, que é um dos seis finalistas, tem conquistado o público e os comentadores com uma mistura rara de ingenuidade, humildade e uma espontaneidade que, por vezes, roça o cómico.
Marta Cardoso, a anfitriã do formato, não escondeu o sorriso ao destacar a forma genuína como o recruta encara a realidade, muitas vezes sem filtro. O momento que arrancou gargalhadas em estúdio prendeu-se com as saudades que Filipe tem do namorado, João, e a forma peculiar como as expressou. “Esta forma quase, às vezes, ingénua do Filipe ser acaba por nos cativar a todos… Numa fala dos filhos, numa outra fala dos animais de estimação e ele só quer dar umas palmadas no João. Deixem a pessoa!”, atirou Marta Cardoso, divertida com a prioridade do concorrente.
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António Leal e Silva, conhecido pelo seu olhar crítico, mostrou-se absolutamente rendido a esta faceta do cantor. Para o comentador, é preciso ter uma pureza muito grande para dizer o que Filipe disse em televisão nacional. “Só uma pessoa muito honesta, muito espontânea, muito verdadeira, é que em televisão nacional diz que está à espera de cinco dias para dar umas palmadas ao namorado. Eu acho isto, sinceramente, delicioso”, confessou o socialite.
António continuou a análise, sublinhando que esta ausência de “fita” é o segredo do sucesso de Filipe, afirmando que “ele nem pensou, nem mediu”. Tudo aquilo, na visão do comentador, serve para as pessoas pensarem, pois ele diz as coisas de uma forma tão tranquila, verdadeira e autêntica que até os colegas devem ter ficado sem saber bem como reagir. “Ele tem muita graça e é essa graça que nos conquista”, reforçou.
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Mas não é só nas declarações de amor (e palmadas) que Filipe Delgado surpreende. A sua perceção da própria fama – ou a falta dela – foi outro ponto de debate. O cantor confessou dentro da casa que o seu objetivo era passar dos 7 mil para os 10 mil seguidores e, quem sabe, conseguir agendar cinco espetáculos. Inês Simões foi perentória ao afirmar que o finalista não faz a mínima ideia do que o espera cá fora.
“Ele acaba por mostrar aqui quão humilde ele é. Ele tem uma humildade feroz… Mas ele não faz ideia, quando sair cá para fora, do carinho enorme que ele vai ter. E a agenda cheia, parece-me. E também a quantidade de seguidores, que já deve estar nos 60 e tal mil”, previu a comentadora. Para Inês, Filipe Delgado carrega o título de “grande protagonista” desta edição, muito devido à sua capacidade de gerar conteúdo constante, seja com Soraya, com Andreia ou até com Rui Freitas. “Com certeza que ele vai ficar muito surpreendido, mas também é mérito dele… O Filipe é muito entertainer”, acrescentou, elogiando momentos como o striptease e as brincadeiras com os colegas.
Já na reta final da análise, e olhando para o leque de seis finalistas (Filipe, Joana, Noélia, Nuno, Rui e Soraia), Marta Cardoso sugeriu que todos eles já são vencedores pelo percurso de superação pessoal. Uma visão partilhada e aprofundada por António Leal e Silva. Para o comentador, o prémio monetário é importante, mas o simbolismo militar da conquista da boina vale muito mais do que os 25.000 euros.
“É lógico que há um prémio e isto é um programa. Mas a vitória deles concretizou-se com a boina. Eu acho que o receber a boina, para qualquer um destes seis, foi a vitória. Depois o resto é complemento”, defendeu António. O painel concluiu que, independentemente de quem o público escolha na próxima sexta-feira, o grupo de finalistas é legítimo e cada um, à sua maneira, mereceu alinhar na parada final. “Todos os seis são legítimos vencedores. E venceram, para terminar, quando lhes foram colocadas as boinas. E foi muito bom conhecê-los”, rematou António Leal e Silva.