Instrutor Marques apresenta a família e revela: “A minha filha é a cópia da mãe, mas o interior é do pai”
Por trás da rigidez do instrutor está um pai babado e um homem grato. Bruno Marques contou como a companheira o apoiou incondicionalmente quando se despediu para ser paraquedista e agora para entrar na TVI.
Na continuação da entrevista concedida esta manhã ao programa Dois às 10, o Instrutor Marques despiu a camuflagem emocional para falar sobre as suas raízes e as suas escolhas de vida.
Um dos momentos mais curiosos da conversa surgiu quando Cláudio Ramos, sem papas na língua, questionou o convidado sobre a sua relação de longa data: “Então porque é que ainda não a casou?”.
Com a serenidade que lhe é característica, Bruno Marques explicou que a formalização do matrimónio nunca foi uma prioridade ou possibilidade no momento certo. “Não se proporcionou. Na altura éramos jovens, não havia possibilidades, a vida foi evoluindo (…) E nunca se proporcionou. Foi umas coisas atrás das outras”, justificou, garantindo, no entanto, que a falta de papel passado “não muda nada” na solidez da família.
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A família, aliás, tem sido o grande pilar do instrutor. Marques revelou que a sua companheira, formada em Engenharia Alimentar, foi o seu “maior suporte” em dois momentos cruciais: quando se despediu de um emprego estável na área da contabilidade para ingressar nas Forças Armadas e, agora, ao aceitar o desafio da TVI.
O casal tem uma filha de 10 anos, que o pai descreve com orgulho: “Ela é a cópia integral da mãe, da espécie, mas o interior é do pai. Ela é muito forte, psicologicamente muito forte”.
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Mas nem tudo foram vitórias na vida do militar. Bruno Marques abordou com franqueza o fim da sua carreira como paraquedista, imposto pelo limite do contrato de sete anos. “Os melhores sete anos da minha vida. Sem dúvidas. Voltava a fazer tudo outra vez”, confessou a Cristina Ferreira.
O regresso à vida civil não foi fácil e o instrutor admitiu sentir um vazio profissional. “Volta-se à vida normal. Não é fácil. O comboio já passou (…) Vivo meio desencantado com o facto de não poder fazer a vida profissional toda na área que gosto”, desabafou. Apesar de saber que as regras do jogo estavam definidas desde o dia 4 de janeiro de 2010, Marques garante que “nunca despiu integralmente a farda” e que a mentalidade militar continuará consigo “para sempre”.