Instrutores divididos sobre o sarau da 1.ª Companhia: António Leal e Silva analisou o desconforto dos instrutores imitados
No Extra, Marta Cardoso e o painel debateram a falta de coerência do espetáculo. António Leal e Silva concordou com a chefia sobre a organização, mas aplaudiu o talento humorístico de Filipe.
O Extra da 1.ª Companhia da passada madrugada contou com a análise detalhada de Isabel Figueira e António Leal e Silva às reações da hierarquia militar sobre o sarau apresentado pelos recrutas.
A apresentadora Marta Cardoso lançou o debate recordando que uma das principais críticas apontadas pelos instrutores e reforçada pelo comandante foi o facto de o espetáculo ter fugido ao contexto do programa, referindo que “o sarau deveria ter temáticas militares” e que, embora existissem, houve momentos que nada tinham a ver com a vida no quartel.
António Leal e Silva concordou com a análise, destacando que “o que foi importante nesta análise que eles fizeram é que a opinião não foi unânime”. O comentador notou que, enquanto o instrutor Andrade e o Comandante Moutinho defendiam que se deviam “fazer coisas baseadas nos acontecimentos da base”, os instrutores Marques e Joaquim mostraram-se menos recetivos, especialmente no que toca às sátiras.
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António Leal e Silva abordou especificamente a imitação feita pelo recruta Filipe, compreendendo o desconforto dos visados, pois “quando uma pessoa é imitada e é avisada através de uma imitação, nem todos temos poder de encaixe para conseguirmos brincar”.
No entanto, o socialite fez questão de elogiar o concorrente, garantindo que “o Filipe está de parabéns porque faz aquilo maravilhosamente” e sublinhando a ausência de más intenções: “Sinceramente não acho que tenha ali nem um bocadinho de maldade, ou que fosse para melindrar, acho que aquilo não passou na brincadeira”. Ainda assim, António validou a postura da chefia, concordando que o grupo se deveria ter organizado para manter a coerência temática, em vez de misturar sátira militar com os talentos musicais que trazem de fora, pois “sendo outra história, então todos deviam fazer”.
Por sua vez, Isabel Figueira preferiu realçar a sensibilidade demonstrada pela liderança máxima do quartel, que soube ver além das falhas técnicas do espetáculo. A comentadora elogiou a postura do Comandante ao valorizar a vertente pessoal dos concorrentes, afirmando que “o comandante José Moutinho esteve muito bem a dizer também que era bom mostrarmos o outro lado humano, até quase que se emocionou”.
Isabel Figueira não escondeu a sua admiração pela figura de autoridade do programa, rematando com uma declaração de apreço: “Eu sou uma fã incondicional do José Moutinho”.