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Iva Domingues lança farpas violentas a figuras públicas: “Misses universo da tibieza moral”

De Gaza aos maus-tratos a animais, Iva Domingues lamenta o vazio de opiniões de quem tem milhões de seguidores. A apresentadora confessa-se "zangada" com quem usa o seu poder simbólico apenas para partilhar o "último brunch".

Iva Domingues, rosto conhecido da TVI, recorreu às suas redes sociais para partilhar um desabafo carregado de indignação e desilusão.

O alvo das suas críticas foram as figuras públicas, influenciadores e colegas de profissão que, apesar de terem plataformas gigantescas e grande alcance mediático, optam sistematicamente pelo silêncio perante os graves problemas que assolam o mundo atual.

A apresentadora começou por confessar que o seu sentimento evoluiu da crítica para a raiva, apontando o dedo a quem tem o dever moral de usar a sua voz: “Critico. Critico muito. E fico chocada, profundamente desiludida, e agora confesso: zangada. Zangada com pessoas que têm todo o direito de não dizer nada, é verdade, mas que têm sobretudo o dever de dizer alguma coisa. Pessoas com plataformas, com seguidores, com uma exposição pública enorme, transversal a tudo, do desporto à televisão, da moda ao cinema, do teatro ao entretenimento em geral. Pessoas que entram todos os dias na nossa casa, sobretudo pela televisão, que é o meu meio, e que escolhem, sistematicamente, não se posicionar sobre absolutamente nada.”

O ponto central da crítica de Iva Domingues prende-se com a hipocrisia comercial. A comunicadora nota que, para vender produtos ou serviços, essas mesmas pessoas encontram sempre palavras e emoção, mas calam-se perante a realidade social: “Não têm de o fazer, dizem. Pois não. Mas posicionam-se para vender cremes, roupas, empadas, hotéis, viagens, experiências ‘imperdíveis’, e o raio que os parta. Para isso há sempre opinião, há sempre entusiasmo, há sempre urgência. Mas quando se trata do mundo real, silêncio. Um silêncio ensurdecedor. Nunca uma posição sobre coisa nenhuma. Como se o mundo não existisse. Como se não estivessem a acontecer atrocidades em tantos sítios ao mesmo tempo.”

Iva foi mais longe e atacou a bolha de privilégio em que muitas destas celebridades vivem, descrevendo-as como alheadas de temas fraturantes como a guerra em Gaza, a repressão no Irão ou a política internacional: “Vivemos num mundo global e eles vivem num mundo da lua. Num conforto almofadado, em cima do seu privilégio, europeus, brancos, na sua maioria, prontos para partilhar o último grito da moda, o último brunch, a última collab, tudo e mais um par de botas. Mas eleições? Nada. Massacres em Gaza? Nada. O que se passa no Irão? Nada. O que está a acontecer nos Estados Unidos? Nada. Política? Direitos humanos? Violência? Nada de nada. Um vazio absoluto.”

Para finalizar o seu texto viral, Iva Domingues não poupou nos adjetivos, classificando esta postura de “neutralidade seletiva” como um ato de cobardia. A apresentadora lamentou que nem casos de crueldade animal, que não exigem ideologia política, sejam suficientes para quebrar o silêncio destas personalidades: “Nem quando a barbárie é tão óbvia que nem exige ideologia. Nem quando um cão é brutalmente violentado. Nem por um cão. Nem aí. Nada. Não partilham, não comentam, não se indignam, não se comovem. São especialistas em neutralidade selectiva, campeões olímpicos do muro, misses universo da tibieza moral. Acobardados. Acobardados porque têm voz e escolhem não a usar. Porque têm alcance e escolhem o irrelevante. Porque têm poder simbólico e usam-no apenas para vender. E enquanto o mundo arde, continuam a sorrir para a câmara, como se nada fosse com eles. Como se nunca fosse com eles.”

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