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“Já fui para o hospital várias vezes”: A luta de Joana Marques contra a hipocondria

No podcast Bate Pé, a humorista relatou episódios caricatos gerados pelo seu medo extremo de doenças.

Para lá da sua habitual armadura irónica, Joana Marques abriu o coração no podcast Bate Pé para falar sobre saúde mental, ansiedade e a sua acentuada hipocondria.

A humorista revelou a Mafalda Castro e Rui Simões que o medo constante de ter doenças graves afetou profundamente o seu bem-estar.

A autora do Extremamente Desagradável admitiu que as idas às urgências se tornaram um hábito perigoso: “Já fui para o hospital várias vezes. Depois percebi que era ansiedade. E ela começa a acreditar que está a acontecer. Então acontece, é. E então já fui para o hospital. O Daniel já tinha vergonha e dizia: eu não vou contigo. Eu chegava, uma das vezes, cheguei lá e disse à senhora, ela queria que eu preenchesse coisas naquele guiché. E eu: não está a perceber onde? Estou a deixar de respirar. Eu não posso. Isto é um choque anafilático. E ela: não, não, está a respirar. Está a falar comigo.”

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Os sustos não se limitaram à sua própria saúde. Joana Marques recordou um episódio de pânico nas férias, motivado por uma simples alergia do filho: “Uma vez achei que o Xavier estava a morrer. Teve uma alergia lá. Estava no verão. Ficou com borbulhas no braço. E eu: ai meu Deus, vai ser um choque anafilático. Eu não descanso enquanto não tiver um choque anafilático. Ao pé de mim. E eu achei que era isso. Então, depois fomos para uma farmácia longíssimo. Estávamos em Sagres. E de repente, tínhamos dado um analgésico. E o que é que aconteceu? Claro que ele adormeceu. E depois eu achei que estava morto.”

Foi a soma destes momentos de terror irracional com o excesso de trabalho que a empurraram para o consultório de um psicólogo: “Estava a achar demasiadas vezes que ia morrer. E isso ajudou-me muito. E também a organizar-me mesmo mentalmente. Trabalhava muito. E havia coisas muito óbvias que eu não fazia. Ajudou-me a pensar. Às vezes estás a pensar alto. Se calhar agora não preciso de fazer os projetos todos ao mesmo tempo. Se calhar é melhor dizer que não e não fazer este. Portanto, acho que foi também para evitar um burnout ou alguma coisa do género.”

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