FamososGeralGossip

“Joana Marques é feia, é baixa, é tudo dor de corno. A mais terrível pistoleira na pradaria…”

No Postal do Dia deste sábado, 21 de Março, Luís Osório analisa a humorista "Extremamente Desagradável".

Os ataques à “inimiga número um” dos Anjos foram alvo de “estudo” onde a voz da Renascença é descrita como “extremamente bonita”.

No jeito habitual, detalhado e até poético a que já nos habituou, o jornalista Luís Osório começou por constatar que “Joana Marques ganhou nos últimos anos o estatuto de estrela”.

“A partir da Rádio Renascença onde inventou um formato “Extremamente Desagradável”, conquistou o país mediático. Protagoniza campanhas de publicidade. É júri de programas de televisão e disputada, ao que se sabe, pela maioria dos canais e projetos de comunicação. É convidada para tudo e mais alguma coisa e tornou-se a figura feminina mais influente na escrita de humor em Portugal”, disserta o colaborador da Antena 1.

Leia também: Márcia Soares contra a exibição das imagens na gala: “Violência psicológica

E, como terá acontecido esta ascensão? “Joana conseguiu-o sendo a antítese do que o tempo parece pedir. Aparentemente tímida (…) baixa, sem nenhuma história extraordinária que a ajude a criar empatia com os portugueses, sem ligar ao que veste ou ao que aparenta, apenas e só dependente da sua escrita, da sua inteligência, do seu talento para nos fazer rir, mas também nos fazer pensar”, ressalva.

Osório realça que “Joana tem trabalhado nos últimos anos com Ricardo Araújo Pereira”, nomeadamente nos guiões do ‘Isto é Gozar com Quem Trabalha’, das noites de domingo da SIC, e como ele “conseguiu servir-se com sucesso da sua cultura e até erudição, para pensar sobre o mundo na sua totalidade”.

Leia também: Comentadores não perdoam estratégia de João de dar o segredo de mão beijada: “O génio da lâmpada está-se a esquecer de uma coisa”

O jornalista considera-a “extremamente inteligente e fria, no modo como declina cada um dos seus objetos de estudo”. Ou seja, “quando escolhe um personagem, quando o observa na sua mesa cirúrgica, não se limita a ridicularizar ou a ir ao encontro da nossa vontade de rir. Há também uma dimensão ideológica no sentido de um questionamento em relação a este tempo de fogueira de vaidades, deste tempo em que todos parecem ter opinião e em que o ridículo não mata. Mas por vezes o ridículo mata. E Joana tornou-se a mais terrível pistoleira na pradaria”.

"Joana Marques é feia, é baixa, é tudo dor de corno. A mais terrível pistoleira na pradaria..."
“Joana Marques é feia, é baixa, é tudo dor de corno. A mais terrível pistoleira na pradaria…”

Como consequência disso, “nos últimos tempos, tem sido muito atacada”: “Há quem leve a mal – o que compreendo. Há quem se sinta humilhado, desmascarado, violentado. Gente que tem reagido, que a ataca, que a tenta atingir”.

Na maior parte dos casos, os argumentos são de que “é feia, que é baixa, que deve ter problemas de autoestima, que é tudo dor de corno porque gosta de atacar quem é bonito, quem é alto, quem tem o que ela nunca terá” (…) Nas críticas que lhe fazem, nas reticências que lhe colocam, nas respostas indignadas, os ataques que recebe dizem muito sobre a qualidade de uma parte substancial dos heróis populares deste tempo. Um culto de imagem que à lupa, que na relação com o bisturi de Joana Marques, é ridículo e embaraçoso para quem ouve ou lê”.

“Em cada crítica que lhe fazem”, a mulher do também humorista da Renascença, Daniel Leitão, “vai ganhando mais densidade. E nós também. O vazio não pode ganhar sempre. Sobretudo quando se confronta com a inteligência”.

A terminar o Postal do Dia, Luís Osório assume que “ouvir Joana Marques é ouvir uma mulher inteligente e implacável com a estupidez. E isso é de uma beleza extraordinária”.

Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo