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João Baptista quebra o silêncio e exige empatia na televisão: “Toda uma vida profissional colocada em causa por um erro”

Cansado de ver o seu nome envolvido em polémicas, o artista publicou um longo desabafo onde garante já ter assumido as suas responsabilidades e pedido desculpas a todas as mulheres.

O ator João Baptista recorreu às redes sociais para fazer um longo e emotivo desabafo em formato de vídeo.

Visivelmente cansado das polémicas em torno do seu passado e do seu nome, o artista decidiu quebrar o silêncio e direcionar as suas palavras aos comentadores do programa Passadeira Vermelha, exigindo mais rigor e empatia. Na legenda da publicação, não escondeu a fragilidade do momento que atravessa: “Pensei muito antes de fazer esta publicação, pois estou muito cansado em relação a este assunto e sei que é sempre um ‘despertar’ do que me magoa. Sim, porque me magoa.”

Logo no arranque do vídeo, João Baptista explicou os motivos que o levaram a expor os seus sentimentos perante os seguidores. “Olá, maltinha! Eu espero que este vídeo vos encontre bem. Este é um vídeo que eu senti necessidade de fazer, até para comentar e encerrar este assunto de uma vez por todas, que o comentei assombrado, de uma maneira que vocês nem imaginam”, começou por dizer, apontando baterias ao formato da SIC Caras. “Eu sinto necessidade de fazer este vídeo e vou encaminhá-lo e dedicá-lo ao programa da Passadeira Vermelha. Isto porquê? Porque foi com clara insatisfação que assisti aos comentários feitos por lá recentemente. Porque, na verdade, nada reflete os factos e apenas contribuem para uma narrativa, para mim, injusta e bastante desencorajadora. Mesmo.”

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O ator lamentou a falta de pesquisa e alertou para a necessidade de os comentadores se informarem antes de emitirem opiniões, recordando uma entrevista esclarecedora que deu no passado. “Eu acho que, antes de comentarem, seja o que for, de forma leviana, deviam… Seria fundamental procurarem fontes diretas. Eu, por exemplo, fiz uma entrevista com o Eduardo Siopa. Siopa convida […] no dia 16 de março de 2025, onde ficou evidente e de forma pública e transparente que houve um pedido de desculpas, claro, a todos os portugueses e reforço a todas as mulheres, relativamente ao sucedido”, relembrou. Para o artista, “ignorar ou omitir esse ponto essencial faz com que nem sequer mereçam a opinião. Isso é desinformação e prejudica.”

 

Fazendo questão de sublinhar que já pagou pelos seus atos perante a justiça, João Baptista rejeita continuar a ser crucificado na praça pública. “O que é muito importante reforçar aqui, também, é que já existiram consequências, malta. Eu já fui julgado por quem tinha que ser julgado. Eu já enfrentei o processo. Eu já assumi a responsabilidade pelos meus atos. Mais do que isso, houve depois uma reflexão, houve uma aprendizagem e um compromisso genuíno em evoluir enquanto ser humano”, garantiu de forma assertiva.

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Um dos pontos que gerou maior revolta no ator foram os comentários que envolveram o nome da sua filha. Sem papas na língua, respondeu às acusações: “Falaram lá da minha filha, que eu uso a minha filha. Isso deixou-me revoltado, porque eu sou pai e é normal que me preocupe com a minha filha. Eu acho que quem falou também não é mãe. Por isso, faz sentido. As pessoas, quando não têm filhos, podem desvalorizar o facto de vivermos em pânico até por querermos o bem dos nossos filhos.”

Com a voz embargada e a emoção à flor da pele, João Baptista confessou a sua maior angústia: o impacto que um erro pessoal continua a ter na sua carreira. “Com isto, eu não pretendo viver preso ao passado. Eu pretendo sim crescer com ele. Eu pretendo melhorar, dia após dia, como ser humano. E, afinal, quem é que nunca errou? Eu sou um ser humano. Quem é que não tem telhados de vidro? O que eu acho que é, para mim, difícil de aceitar e que me tem deixado mais em baixo é ver toda uma vida profissional colocada em causa por um erro de caráter pessoal que foi assumido já, que foi tratado já e do qual retirei as devidas lições.”

A rematar o desabafo, o ator deixou um forte apelo a toda a imprensa e espaços de comentário social. “Eu acho que, muito sinceramente, desculpem, eu fico emocionado, fico assim nervoso a falar destas coisas, porque é um assunto que me tem assombrado, mas vamos lá, criar uma narrativa negativa quando existem registos concretos que provam o contrário é, no mínimo, irresponsável. E, de facto, o espaço mediático deve ser usado com rigor, com verdade, com sentido de responsabilidade e não para amplificar julgamentos fáceis. Esta é a minha opinião. Eu só queria pedir mais responsabilidade em relação a isso. Aos mídias, aos programas. Mais verdade, menos sensacionalismo e, por favor, mais empatia”, concluiu.

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