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Joaquim Monchique relata calvário de saúde na TVI: “Fiquei num estado parecido a cocaína”

Depois de um enfarte grave que o levou aos cuidados intensivos, o humorista sofreu um "mini AVC" no camarim. O ator confessou que não alterou o seu estilo de vida e recusa abrandar o ritmo de trabalho.

O programa Dois às 10 desta terça-feira, 17 de março, recebeu Joaquim Monchique para uma das conversas mais íntimas e reveladoras do ator.

Frente a Cristina Ferreira e Cláudio Ramos, o humorista abriu o coração para recordar os dois graves problemas de saúde que enfrentou em 2025: um enfarte prolongado e um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

O primeiro grande susto começou com uma dor do lado direito que o ator desvalorizou, confundindo os sintomas com uma quebra de tensão. O diagnóstico revelou-se muito mais grave. “Estive enfartado durante uma semana. Portanto, o enfarte durante uma semana rompeu o músculo da mitral”, começou por explicar. A situação tornou-se crítica após uma festa de aniversário, quando Monchique se sentiu tão mal à porta de casa que teve de ser levado de urgência para o hospital por um amigo: “Foram os três dias que eles vieram ver se eu ficava ou se me ia embora”.

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A recuperação do enfarte e da cirurgia foi marcada por um episódio assustador provocado pela anestesia. Já em casa, o ator sofreu uma perda temporária de memória, esquecendo-se de onde estava e do motivo do seu internamento, o que obrigou a um regresso urgente ao hospital.

Monchique descreveu ainda um estado de euforia e alucinação induzido pelos medicamentos: “Com a anestesia, eu fiquei num estado… Como tive três dias induzidos para descansar, tive três dias sem dormir (…) eu estava assim, fazendo coisas, parecia que estava com cocaína”.

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Mas o calvário de saúde de 2025 não se ficou por aqui. Meses mais tarde, no camarim, antes de um espetáculo intenso com Maria Rueff, o ator sofreu um “mini AVC“. O alerta máximo soou quando o corpo deixou de responder a comandos básicos: “Peguei uma garrafa de água, pus a água à boca e a água saiu. A cabeça não deu a informação, o input para engolir. E é aí que me assustei”.

Apesar dos dois avisos sérios e do histórico familiar, o pai e o tio faleceram de problemas cardíacos aos 40 e 41 anos, respetivamente, Joaquim Monchique garante que não mudou a sua forma de encarar a vida e recusa abrandar o ritmo profissional: “Não mudei nada. Mudei um bocado a alimentação. Mas nada, faço as mesmas coisas. Porque sei que isto é de um dia para o outro”.

Atualmente a terminar a digressão da peça “Lar Doce Lar”, o ator revelou ainda que tem novos projetos na calha, incluindo o papel de protagonista no filme “Santo António”, realizado por Rúben Alves, com estreia prevista para setembro.

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