Joaquim Silva arriscou o emprego para vencer o MasterChef: “Pedi uma licença sem vencimento, que me foi negada”
Após uma final emocionante, o vencedor falou sobre o seu trajeto e a coragem necessária para mudar de vida. Joaquim Silva admitiu que despedir-se para participar no programa foi um risco calculado, motivado pelo medo de nunca mais ter "esta oportunidade".
Joaquim Silva consagrou-se como o grande vencedor do MasterChef Portugal, mas a conquista do avental dourado esconde uma história de coragem e sacrifício pessoal que vai muito além dos pratos apresentados aos jurados.
Em entrevista à revista TV Guia, o cozinheiro amador mostrou-se radiante com o desfecho da competição, afirmando estar “muito contente e feliz por ter chegado até aqui”, mas revelou pela primeira vez os bastidores dramáticos da sua entrada no programa.
Determinado a seguir a sua paixão, Joaquim viu-se confrontado com um dilema profissional logo no início da aventura: “Fiz tudo o que estava ao meu alcance, pedi uma licença sem vencimento, que me foi negada”.
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Perante a recusa da entidade patronal e com o sonho em risco, Joaquim Silva não hesitou. O concorrente tomou uma decisão radical ainda antes de garantir o seu lugar no grupo de finalistas. “Não pensei duas vezes e no dia do duelo antes de chegar ao Top 15, tomei a decisão”, contou, explicando que o despedimento foi o preço a pagar para se entregar de corpo e alma à cozinha.
A consciência de que o tempo não volta atrás foi o motor desta escolha arriscada: “Não sei se alguma vez mais teria esta oportunidade. Quis focar-me e dar tudo de mim para aproveitar a experiência”.
Agora, com o troféu na mão, Joaquim Silva olha para trás com a certeza de que o risco compensou. A vitória no formato da RTP1 não é apenas um reconhecimento culinário, mas a validação de todo o seu percurso de vida. “É mesmo uma concretização pessoal, pelo meu passado, pelo meu trajeto”, confessou à publicação. Para o novo MasterChef, a sua história serve de inspiração para quem acha que é tarde para mudar de rumo, deixando uma mensagem de esperança: “Aquilo que sinto é que, de facto, não há idade para concretizar sonhos”.