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Jornalista da TV Guia arrasa Márcia Soares e os seus “paparazzi imaginários” e é a “Rainha das sofridas”

Depois de afirmar que as pessoas dos reality shows sofrem mais do que os atores, a comentadora da TVI recebeu uma resposta implacável. Hugo Alves aconselhou a "mártir" a saber lidar com o lado menos bom da exposição mediática.

Márcia Soares, antiga concorrente do Big Brother e atual comentadora dos formatos de reality show da TVI, foi alvo de uma crónica de opinião arrasadora assinada pelo jornalista Hugo Alves na edição mais recente da revista TV Guia.

A reação surge na sequência de um desabafo recente da empresária, onde esta afirmou sentir que as pessoas oriundas dos reality shows “ainda sofrem mais” com a pressão mediática do que, por exemplo, atores ou outras figuras públicas.

O jornalista não se mostrou sensibilizado com as queixas e utilizou a ironia para descrever a postura da ex-concorrente, rotulando-a de forma contundente logo no início do texto.

Hugo Alves escreveu: “Márcia Soares, rainha das sofridas. Estrela cadente… sem fim (acha ela). Perseguida por paparazzi imaginários, assediada por jornalistas fantasmas. Pobre rapariga! Atenção, não é a única figura saída de um programa da TVI que se queixa de não a largarem. Mas é a que mais se manifesta. Incomoda-a”.

O cronista aprofundou a crítica, sugerindo que o verdadeiro incómodo de Márcia não é a perseguição, mas sim o confronto com o jornalismo que não segue um guião pré-estabelecido e favorável.

Segundo o artigo de opinião, o que irrita Márcia é “particularmente a imprensa, a comunicação social e os fãs com dois dedos de testa que têm o atrevimento de lhe fazer perguntas que não sejam fofinhas ou combinadas, como se faz nos programas em que ela aparece. Que sejam questões pertinentes. Para saber algo! Uiii… isso então é um horror!”.

Hugo Alves foi mais longe na sua análise, traçando um perfil psicológico deste tipo de queixas, que associa ao medo de perder relevância mediática após o fim dos programas.

O jornalista observou: “O mais engraçado é que, regra geral, queixas destas vêm de ex-concorrentes de realities, muitas vezes esquecidos, exceto por meia dúzia de fãs que continuam curiosos com os seus afazeres depois do programa da TVI. Sentem-se manobrados, amassados, sob o olhar de mirones, perseguidos… como aconteceu a Rita Pereira, no passado, antes da maioria das pessoas se ter esquecido de quem ela era. Enfim”.

A concluir a crónica, o autor deixou um conselho pragmático à comentadora, recordando que a exposição pública tem dois lados da moeda e que é preciso maturidade para lidar com ambos. Hugo Alves rematou: “Mas voltando à Márcia Soares, essa mártir. Amiga, a fama traz sempre coisas boas e coisas más. Não são só borlas em viagens, ginásios e salões de beleza. Às vezes também há momentos maus. Há é que saber gingá-los”.

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