Julio Iglesias livre de acusações, mas na mira da justiça por exploração laboral
O painel do canal V+ debateu a nova dor de cabeça do artista romântico. Pedro Capitão não acredita que o cantor arriscasse a sua reputação internacional, enquanto Guilherme Castelo Branco vê na nova queixa uma tentativa desesperada de o incriminar.
O programa da noite do V+ Fama debruçou-se sobre a mais recente reviravolta judicial na vida de Julio Iglesias.
Adriano Silva Martins abriu o tema anunciando que “o Ministério Público Espanhol arquivou a causa que tinham aberto por causa de alguns alegados abusos sexuais” a antigas funcionárias da sua casa na República Dominicana. No entanto, o apresentador avisou que a justiça espanhola “poderia abrir outra via de investigação”, focada agora em eventuais infrações laborais.
António Leal e Silva não poupou críticas à situação, associando o caso a manobras do executivo de Madrid. O socialite referiu que “há alguma especulação” na imprensa e atirou que, “de acordo com o governo espanhol, por ser socialista, não é um governo que veja como muito bom”.
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Para o comentador, a nova frente de investigação focada na contratação das empregadas dominicanas e no pagamento de impostos não passa de um ataque. Sem papas na língua, atirou um peremptório “acho isso uma fantuchada” e classificou as acusações financeiras como “um disparate”, defendendo que “os acordos entre as pessoas comerciais têm que ser feitos entre as pessoas e o Estado não tem nada que se estar a meter”.
Voltando às denúncias de foro íntimo que acabaram de cair por terra, António recordou os tempos em que conviveu com o cantor nos anos oitenta em Ibiza, para garantir que “o que não faltava aos Julio Iglesias era mulheres” e que ele “não tinha uma, ele tinha as que queria”. Como tal, o comentador concluiu que “não estou a ver que ele necessitasse andar a fazer coisas menos próprias ou em situações menos próprias”.
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O painel analisou de seguida a nova suspeita de exploração laboral e de horários abusivos. Pedro Capitão mostrou-se bastante cético em relação a estas alegações, confessando que “custa-me um bocadinho a acreditar que o Julio Iglesias, sendo a figura que é conhecida internacionalmente, que empregasse alguém” na sua própria casa correndo riscos desnecessários.
O ex-concorrente de reality shows defendeu que o artista espanhol estaria perfeitamente consciente de que, “se as coisas corressem mal, que poderia haver então esta fuga de informação e incriminá-lo”, rematando com toda a certeza que “este processo irá acabar por ser arquivado como foi o outro”.
Guilherme Castelo Branco tentou contextualizar a diferença de realidades económicas que pode estar na origem da nova polémica com o fisco e as trabalhadoras. O comentador explicou que “os ordenados lá [na República Dominicana] são completamente diferentes dos ordenados em Espanha” e que, ao trazer uma funcionária de fora, “o ordenado poderá ter alguma compensação, mas não vai aumentar em proporção para chegar ao ordenado de Espanha”.
Para o filho de José Castelo Branco, a tática das autoridades espanholas é evidente após o fracasso da queixa inicial. “Eu percebo o que é que isto está a ser feito, não é? Porque como não conseguiram pegar por um lado, vão tentar pegar por outro”, explicou, deixando um último aviso de que “agora vão ter que conseguir provar”.