Madalena Abecasis recordou os tempos em que o salário de 700 euros não chegava para jantar e, no sofá da “Passadeira Vermelha”, a revelação gerou empatia, ceticismo e uma crítica feroz à “romantização” da carência.
A imagem de sofisticação e irreverência de Madalena Abecasis foi, por momentos, substituída pelo relato de uma sobrevivência precária. Numa entrevista recente, a criadora de conteúdos confessou ter passado fome após a separação do primeiro marido, uma partilha que incendiou o painel da Passadeira Vermelha, dividindo quem vê coragem na honestidade e quem vê apenas uma “tontice” desnecessária.
Liliana Campos deu o mote, apresentando Madalena como uma “verdadeira influencer” que decidiu abrir o livro sobre um passado que muitos desconheciam. Nas redes sociais, a criadora de conteúdos foi taxativa sobre as dificuldades de ser mãe solteira antes da fama: “Chegava ao fim do mês sem dinheiro nenhum, porque recebia 700 e tal euros numa empresa. Quando a Francisca estava com o pai, eu não comia. É muito estúpido, é horrível de se dizer, mas eu não fazia jantar para mim. Ia para a cama sem comer (…) era uma maneira que eu tinha de poupar.”
A revelação causou ondas de choque, sobretudo pelo contraste com a vida atual “desafogada” de Abecasis. Sara Norte, embora reconhecendo a dor da experiência, mostrou-se menos impressionada com o cenário habitacional: “Viver num T1, isso há muitas famílias de 4, 5, 6 pessoas que vivem num T1… mas é a realidade dela. Às vezes as pessoas olham para a Madalena e pensam que ela é uma fútil, uma que nunca passou dificuldades.”
Já Sara Avelar admitiu a surpresa, confessando que a imagem de “beta de Cascais” mascara muitas vezes histórias de esforço: “Pensei assim: se calhar a realidade de uns que conseguem sobreviver com mil euros… se calhar para ela mil euros é impensável. (…) É sempre importante estas partilhas no mundo digital para as pessoas perceberem que não é tudo perfeito.”
A nota de discórdia mais aguda veio, como esperado, de Joana Latino. A jornalista não poupou críticas à forma como a história foi contada “Não tenho paciência para isto. Quando ela sente necessidade de justificar uma posição de privilégio, é que eu fico sem paciência. Não há perguntas estúpidas, só há respostas estúpidas. É tonta a resposta. Eu também tive imensos problemas, sendo que foi temporário. Ela não está a contar a história toda.” Latino chegou a comparar o relato à anedota do “menino rico” que escreve uma redação sobre a pobreza onde até o mordomo é pobre.
Para encerrar a disputa, o profiler Alexandre Monteiro ofereceu uma leitura técnica sobre a motivação da influencer: “É só reconhecimento. É uma necessidade de reconhecimento, de crescimento. Elas sofrem muito ‘hate’ e às vezes vão a esta questão da peninha para dizer: ‘Ok, foi duro, eu vim daqui até aqui’. Eu vejo mais a questão do reconhecimento: ser influencer é difícil.”
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