Geral

Marcelo Palma relata dor de identificar corpo de Maycon Douglas: “Senti-me sem chão”

Desde o dia 1 de janeiro que Marcelo vive "um misto de emoções". Em entrevista, confessou sentir um "vazio gigante" e esclareceu as notícias sobre quem pagou as cerimónias fúnebres, destacando o gesto solidário dos admiradores.

Marcelo Palma, amigo próximo de Maycon Douglas, viveu um dos momentos mais traumáticos da sua vida ao ser o responsável por identificar o corpo do jovem, que deu à costa numa praia a sul da Nazaré no passado dia 7 de janeiro.

Em declarações exclusivas à TV 7 Dias, Marcelo abriu o coração sobre o turbilhão emocional que tem enfrentado desde o desaparecimento até ao desfecho trágico.

O amigo descreveu o impacto devastador dos últimos dias, confessando que o luto tem sido um processo complexo e desgastante: “Tem sido muito intenso. Desde o dia 1 de janeiro que vivo um misto de emoções, pouco descanso e muita coisa para assimilar e gerir, o que não foi fácil. Cada pessoa tem a sua maneira de viver o luto. Não sou de julgar o luto de ninguém, até devido à minha profissão.”

A decisão de ser ele a entrar na morgue para o reconhecimento oficial não foi tomada de ânimo leve, mas Marcelo sentiu que era um sacrifício necessário para poupar a família ao sofrimento visual direto: “O reconhecimento do corpo foi algo muito ponderado, mas alguém tinha de o fazer e era uma situação em que conseguia proteger tanto a mãe como o melhor amigo.”

Apesar da coragem demonstrada, o ato deixou marcas profundas. Marcelo Palma admitiu que ainda não conseguiu processar totalmente o que aconteceu, descrevendo uma sensação de incredulidade que persiste: “Até hoje não sei o que senti nem o que sinto. Sinto um vazio gigante, continua a ser muito surreal, muito difícil de digerir e de aceitar que tudo isto é real. Senti-me sem chão. Os meus dias foram praticamente passados a chorar, foi um impacto gigante e psicologicamente foi algo que me afetou muito.”

Ainda assim, encontra algum consolo na ideia de ter cumprido um dever final para com o amigo. Marcelo encara este gesto doloroso como uma última homenagem: “Tenho este sentimento de que é a última coisa que eu posso fazer por alguém. Sinto que tenho de ser eu a fazer, mais ninguém.”

Para além da dor da perda, Marcelo Palma aproveitou para esclarecer as notícias que circulavam na imprensa sobre os custos das cerimónias fúnebres. Embora tenha sido noticiado que ele assumiu as despesas, o amigo fez questão de enaltecer a solidariedade dos fãs de Maycon Douglas: “O valor do funeral é o menos importante, mas queria referir que os fãs, no dia do funeral, reuniram algum dinheiro que me quiseram entregar. Já tinha dito que não queria nada, mas fizeram questão.”

Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo