Maria Botelho Moniz iliba Noélia e confronta Manuel Melo na Gala: “Fui eu que puxei o assunto”
A apresentadora pôs os pontos nos is. Depois de Noélia ter sido acusada pelos colegas de "levantar a bandeira" contra a personagem de Manuel Melo, Maria Botelho Moniz assumiu que a iniciativa partiu da sua própria consciência e questionou o ator sobre a insistência na brincadeira.
A Gala da 1.ª Companhia desta noite, domingo, ficou marcada por um esclarecimento necessário e tenso protagonizado por Maria Botelho Moniz.
A apresentadora sentiu a obrigação de intervir para proteger a imagem de Noélia Pereira, que vinha a ser criticada dentro da casa por alegadamente ter levantado uma cruzada contra a personagem interpretada por Manuel Melo, que imita alguém com limitações cognitivas ou sociais.
Maria Botelho Moniz fez questão de assumir a responsabilidade total pelo levantar da lebre, retirando o peso de cima da concorrente algarvia: “Sim, mas eu tenho que falar nela a partir do momento em que a Noélia me diz que está desconfortável. E, aliás, eu tenho que esclarecer isso porque a Noélia, a semana passada, voltou à sala, vinda da sala de transmissões, e vinha comovida. Vocês perguntaram-lhe o que é que aconteceu e a Maria perguntou-me sobre aquilo da personagem do Manuel. Eu tenho que esclarecer que fui eu que puxei o assunto, eu nem sequer passei imagens, foi da minha cabeça e da minha consciência que quis perguntar à Noélia se ela se estava a sentir confortável.”
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Confrontado com a situação, Manuel Melo tentou defender a sua intenção artística, e explicou que a persona que encarna não tem maldade e que remonta aos seus tempos de estudante, rejeitando o rótulo de gozo com a deficiência mental profunda: “quando eu faço esta pequena brincadeira que viste aqui é completamente diferente do que está a passar na minha cabeça, mas quando eu a faço apareceu porque era uma brincadeira que eu fazia no liceu. Apareceu aqui em conversa com a Andrea e depois, como foi tão acarinhado, eu acabei por continuar a sentir confiança para o fazer. É uma personagem de uma pessoa que não é retardada, que não tem deficiência. É uma pessoa mais fechada, uma pessoa com algum autismo, é aquilo que eu vejo… revejo quando estou a fazer.”
Manuel Melo argumentou ainda que a maldade está nos olhos de quem vê ou de quem aponta o dedo: “Se não se carregar nisso, se não se apontar ‘olha, estás a fazer isto assim’, para o grande público ou para a opinião geral não passa essa ideia. Só passa a partir do momento em que se fala, não?”
No entanto, Maria Botelho Moniz não se deixou ficar e lançou a questão moral que se impunha. Para a apresentadora, independentemente da intenção do ator, o sentimento de quem assiste deve prevalecer: “Mas, a partir do momento em que a Noélia diz que não se sente confortável, que foi dito na frente de vocês todos, e vocês responderam que era uma personagem, a minha pergunta é: porquê continuar? Se há alguém que não se sente confortável?”