Maria Botelho Moniz não se cala e reage a insulto: “Dizem que esta geração está perdida…”
A resposta 'na muche' de Maria Botelho Moniz a uma espectadora
A apresentadora da “1ª Companhia” reagiu de forma contundente no antigo Twitter (X) após ser chamada de “sonsa” e “lambe-botas”.
Maria Botelho Moniz é o rosto da autoridade civil na “1ª Companhia”, mas foi fora do ecrã que a apresentadora da TVI teve de impor o limite mais difícil. Confrontada com insultos gratuitos nas redes sociais, Maria abandonou a postura institucional para confrontar uma espectadora sobre o exemplo que a “geração mais velha” está a passar aos jovens no mundo digital.
O novo formato da TVI, focado na disciplina militar, tem gerado um debate acesso nas redes sociais, com muitos espectadores a acusarem a produção e a apresentadora de parcialidade. No entanto, o que começou como uma crítica à dinâmica do jogo rapidamente escalou para a ofensa pessoal, levando Maria Botelho Moniz a reagir.
Tudo começou com um comentário no “X” (antigo Twitter), onde um utilizador manifestava o seu desagrado com a condução do programa: “A ficar farto deste programa, a Maria está a ficar igual ao Cláudio e Cristina só a dar voz à ‘papo reto’ [Andrea Soares], os instrutores e comandante sempre a ver esta intimidação que vemos. O Filipe e a Sara já falam a medo… sempre 5 nomeados, hoje são 4 porque senão ia a protegida.”
A crítica, embora dura para com a estrutura do reality show, manteve-se no campo da opinião sobre o formato, contudo, a caixa de comentários serviu de palco para uma ‘agressão’ direta, quando uma outra utilizadora, respondeu ao post original com um ataque pessoal à apresentadora: “Ela nunca foi melhor. Sonsa e lambe-botas“.
Habituada ao escrutínio público, mas raramente interveniente em polémicas diretas, Maria Botelho Moniz decidiu que o insulto gratuito merecia uma réplica à altura. A apresentadora focou-se não na ofensa em si, mas na disparidade entre o comportamento da espectadora e o discurso comum sobre a “falta de educação” das gerações mais novas: “Uau Filomena. Uma pessoa com a sua idade não devia dar o exemplo aos mais novos de que não se deve insultar gratuitamente por detrás de um ecrã..? Depois ainda dizem ‘esta geração está perdida’… pudera, com estes exemplos.”
A resposta de Maria Botelho Moniz tocou num ponto sensível da cultura digital contemporânea: o anonimato – ou a falsa sensação de impunidade – que leva adultos a comportamentos que criticariam severamente em adolescentes. Ao confrontar a espectadora com a sua própria idade e responsabilidade, a apresentadora transformou um episódio que pode ser considerado ‘bullying digital’ numa lição sobre civismo.
Enquanto na “1ª Companhia” os recrutas aprendem o valor da hierarquia e do respeito, nas redes sociais Maria Botelho Moniz parece ter assumido o papel de “instrutora” de uma plateia que, por vezes, esquece que do outro lado do ecrã não estão apenas “sonsas” ou “protegidas”, mas profissionais e pessoas.