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Marisa Cruz abre o coração sobre o amor e o passado: “Já não acredito num príncipe”

A eterna Miss Portugal esteve no Passadeira Vermelha e confessou que a sua visão sobre as relações mudou. Marisa Cruz admite que não quer envelhecer sozinha, mas procura uma escolha mútua e realista, longe dos contos de fadas.

Marisa Cruz, figura incontornável da televisão portuguesa e Miss Portugal 1992, foi a convidada especial do programa “Passadeira Vermelha”, da SIC Caras, onde protagonizou momentos de grande sinceridade e emoção.

Numa conversa intimista, a apresentadora refletiu sobre a sua vida amorosa, o peso do passado e recebeu uma homenagem sentida por parte do comentador David Motta.

Quando o tema recaiu sobre o amor, Marisa Cruz mostrou-se pragmática, mas esperançosa. Afastando a idealização dos contos de fadas, confessou que “já não acredito num príncipe”, embora continue a acreditar no amor.

Para ela, o segredo reside numa “escolha mútua” e na aceitação de que “não há pessoas perfeitas”. O objetivo, explicou, é “tentar perceber quais são os defeitos mais fáceis de lidar” e se vale a pena lutar pela pessoa ao seu lado. Apesar da maturidade na abordagem, Marisa não escondeu o desejo de partilhar a vida: “Não quero levar os meus dias sozinha.”

O momento alto da emissão surgiu quando David Motta tomou a palavra. O comentador confessou que, até então, tinha uma imagem “cristalizada” de Marisa como apenas “manequim, maravilhosa, loura, bonita”. No entanto, ao preparar-se para o programa e ao recordar a entrevista de Marisa no “Alta Definição”, onde a apresentadora expôs o seu difícil percurso familiar, a sua perceção mudou radicalmente.

“É, de facto, de louvar que, mais do que a beleza, mas também a tua leveza, tendo passado por isso tudo, eu acho extraordinário”, afirmou David Motta, elogiando a “humildade dos grandes” que Marisa transpira. O comentador foi ainda mais longe no elogio à forma física e aura da convidada: “A beleza vem de dentro, o brilho vem de dentro (…) Se eu te visse na rua, podia dizer que tinhas 25 anos.”

Visivelmente tocada, Marisa Cruz aproveitou para falar sobre o seu processo de cura. Admitiu que durante muito tempo viveu “muito revoltada” com o seu passado traumático, mas que hoje consegue olhar para trás de outra forma.

A partilha pública da sua história, bem como de temas como a menopausa, aproximou-a de muitas mulheres que se sentiram “acompanhadas, ouvidas e expostas”. Para Marisa, a superação é “um processo contínuo de uma vida”, mas sente-se grata pela “volta” que conseguiu dar ao seu destino.

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