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Marta Aragão Pinto arrasa mentira das influenciadoras: “Põem em causa a imprensa e os podcasts”

Para Marta Aragão Pinto, o problema não é apenas a mentira, mas o "gozo" que as jovens retiraram do ato de enganar o público, prejudicando quem trabalha honestamente nas redes sociais.

A polémica em torno da mentira orquestrada pelas influenciadoras Mariana Bossy e Mafalda Creative, que acusaram falsamente Gustavo Santos de oferecer-lhes dinheiro para remover conteúdo, continuou a ser o prato forte do V+ Fama desta terça-feira, 10 de fevereiro.

Depois das duras críticas de Cláudia Jacques, foi a vez de Marta Aragão Pinto tomar a palavra para fazer uma análise severa sobre as consequências deste tipo de comportamento irresponsável no panorama mediático e digital. Visivelmente indignada, Marta Aragão Pinto começou por sublinhar que este episódio é um golpe na credibilidade de vários setores.

“É tudo muito mau. Tenho tanta coisa para dizer deste tema…”, desabafou a comentadora, antes de enumerar as falhas graves: “Isto em nada dignifica, primeiro, as influenciadoras, porque põem, infelizmente, tudo no mesmo saco. Não dignifica a imprensa, porque elas põem em causa a imprensa, porque, no fundo, mentem. Põem em causa os podcasts. Elas põem aqui uma data de coisas em causa com uma brincadeira parva, para não dizer pior”.

Quando Adriano Silva Martins classificou a atitude como sendo “de criança”, Marta Aragão Pinto foi rápida a corrigir o apresentador, recusando qualquer atenuante para a idade das protagonistas: “Essas parvas são crescidas”, disparou a relações-públicas, reforçando que a falta de noção não serve de desculpa: “Que não têm a noção, ou não tinham a noção, da proporção que podia tomar. E tomou, não é? E eu acho que lhes fica tão mal…”.

Para a comentadora, o aspeto mais chocante e revelador da personalidade das jovens não foi apenas a falsidade em si, mas a motivação por trás dela, visível na forma como reagiram. “É aquilo que a Cláudia estava a dizer. Só a maneira como a atitude. É que não é só a mentira, é a atitude, a brincadeira. E depois é o gozo que lhes deu. É o gozo”, criticou Marta, lamentando o prazer que retiraram ao enganar o público. A comentadora foi perentória ao traçar os limites da liberdade nas redes sociais: “Goste-se ou não se goste do Gustavo Santos. Não se pode mentir sobre ninguém. Não se pode pôr ninguém em causa. Não se pode pôr o Gustavo em causa”.

Marta Aragão Pinto defendeu ainda a integridade do formato podcast, argumentando que o público parte do princípio de que está a ouvir a verdade: “Não se pode pôr um podcast que, se calhar, as pessoas veem, ouvem, e acham que as pessoas estão a dizer a verdade. E estão a ser verdadeiras e sinceras”, afirmou.

Numa reflexão final sobre o mercado digital, a comentadora lamentou que estas atitudes manchem o trabalho de quem leva a profissão a sério: “Influenciar os outros, que é a profissão de influenciador, é influenciar os outros. Não estão a influenciar de todo, da melhor maneira”, analisou, acrescentando: “E não estão a dignificar muita gente que efetivamente influencia bem, não precisa de dizer mal, não precisa de dizer mentiras. E nós temos vários casos de pessoas que brincam, são até humoristas nas suas redes sociais, mas não precisam de pisar ninguém”.

Sobre a reação de Gustavo Santos, que ameaçou com tribunal, Marta Aragão Pinto elogiou a firmeza do escritor, notando que, habitualmente, ele ignora as críticas: “O Gustavo teve lindamente (…) a maneira como ele reagiu, dizia muito, não é? Porque, no fundo, ele reage sempre bem, e relativiza tudo o que dizem dele, mas desta vez ele estava ofendido”, concluiu.

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