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Miguel Araújo admite que o novo disco “não foi muito premeditado”: “Tenho centenas de coisas guardadas”

Com 20 anos de carreira, o artista continua a surpreender-se a si próprio. Miguel Araújo conta que as gravações finais das novas músicas foram feitas quando ele pensava que estava apenas a registar rascunhos e ideias soltas.

Miguel Araújo continua a surpreender o público não só com as suas melodias, mas também com as histórias peculiares que envolvem o seu processo de criação.

A propósito do lançamento do seu novo tema, “Por fora ninguém diria”, e do respetivo trabalho discográfico, o músico explicou em entrevista à revista Vidas, do Correio da Manhã, que este projeto nasceu de uma forma quase acidental e orgânica, longe dos planeamentos rígidos habituais na indústria.

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Ao detalhar como surgiram estas novas canções, o artista revelou que tudo começou sem a intenção de ser um produto final, explicando que “é um disco que começou a ser gravado em 2023 numa perspetiva de gravar maquetes, ainda sem saber que afinal estava a gravar as versões finais das músicas. No fundo, é um disco que não foi muito premeditado e que eu descobri nos meus baús”.

Esta abordagem mais descontraída permitiu-lhe captar a essência das músicas num estado mais puro, acabando por aproveitar registos que inicialmente julgava serem apenas rascunhos.

A vastidão do arquivo musical de Miguel Araújo é, aliás, uma das suas maiores ferramentas de trabalho. O cantor confessou que ainda consegue ser apanhado de surpresa pelo seu próprio material antigo, justificando que “sim, porque eu estou sempre a gravar e tenho centenas de coisas guardadas. De vez em quando faço uns períodos de balanço e quando vou ouvir o que tenho, descubro que afinal gosto desta ou daquela música e que ela merece existir. Algumas das minhas canções resgato-as assim do fundo do tacho”.

Esta metodologia de prospeção nos seus próprios arquivos permite-lhe dar uma segunda vida a composições que, de outra forma, ficariam esquecidas.

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