Milagre na capela de José Cid: “O telhado danificou-se, mas o altar está impecável”
A destruição parcial do solar de José Cid em Mogofores motivou um debate sobre o património nacional. O socialite defendeu que este tipo de casas históricas devia ser protegido por lei para evitar que sejam demolidas ou deixadas ao abandono.

A passagem da depressão Kristin, que derrubou um pinheiro centenário sobre a casa histórica de José Cid, foi o tema de abertura do V+ Fama.
Adriano Silva Martins introduziu o assunto recordando o susto vivido pelo músico e pela sua família, especialmente porque a filha, Ana Sofia, dormia perto da zona do impacto.
Isabel Figueira mostrou-se solidária com a angústia dos pais e alertou para a crescente agressividade dos fenómenos meteorológicos, que exigem uma prevenção redobrada: “Acho que todos nós passámos um bocadinho um inferno nessa noite e algum medo. Realmente os nossos filhos são logo a nossa primeira preocupação porque cada vez mais as condições climatéricas estão piores, estão cada vez mais agressivas e este tipo de árvores centenárias não foi a única que caiu. Caíram várias e até fez um morto.”
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Ainda acrescentou, “É preciso aqui alguma atenção quando temos este tipo de árvores dentro do nosso local, onde temos a nossa habitação. Haver alguém, um jardineiro, que possa de alguma maneira precaver este tipo de situações. É lamentável o José Cid ver a sua bonita casa neste estado. A capela também foi afetada, não afetando os quadros, portanto podia ter sido um prejuízo maior, mas não foi. Eu acho que o prejuízo maior disto tudo são os nossos filhos e, graças a Deus, a filha está bem e não aconteceu nada. Mas foi um susto para o José Cid e para muitos portugueses.”
Cláudia Jacques trouxe um olhar mais otimista sobre a tragédia, destacando aquilo que descreveu como quase um milagre no meio da destruição, ainda salientou ainda a generosidade de José Cid para com as outras vítimas da tempestade: “Ele disse que não há milagres, mas parece que sim, porque apesar de o telhado da capela se ter danificado tanto, tudo o que lá está dentro está impecável. O altar está bem e preservado, os quadros também, e por isso ele ficou muito feliz por não ter tido esse desgosto, além do enorme prejuízo.”
A nortenha ainda referiu, “claro que aqui o José Cid teve um grande prejuízo e vai ter obras de grande envergadura agora para voltar a pôr a casa direita. Mas infelizmente só foi um prejuízo material, não é o que aconteceu a tantas outras pessoas que até ficaram desalojadas e houve vítimas mortais. O José Cid, a propósito precisamente disso, até se predispôs a fazer um concerto solidário de angariação de fundos para ajudar as famílias que agora estão mais necessitadas. Isso mostra o seu lado solidário, que é muito bonito.”
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O momento mais reivindicativo da noite coube a António Leal e Silva. Apaixonado por arquitetura e história, o socialite aproveitou o incidente para lançar um apelo direto ao Estado português sobre a preservação de solares e casas senhoriais: “O que eu queria deixar aqui claro, se me permitem, é que realmente este tipo de casas e estes solares, que cada vez existem menos e estão em vias de extinção, deviam ser protegidos. As famílias, mais uma vez, têm de as vender porque hoje em dia é muito complicado sustentar e conseguir manter este tipo de casas.”
As palavras de ordem continuaram, “o Estado intervém em tantas coisas, eu lançava aqui o repto ao Governo que ajudasse. Não é verdade que as pessoas depois não pudessem vender, mas que a casa nunca pudesse ser destruída. Hoje em dia estão a mandar abaixo os solares e estas casas deviam ser consideradas património nacional. O Estado devia ajudar, devia intervir e depois as pessoas podiam vender o seu património, mas nunca se poderia deitar abaixo. Não deixem destruir, não deixem demolir este tipo de património, este tipo de casas. É um crime, porque é uma coisa que é agradável à vista e conta a nossa história.”