Mónica Sintra abre o coração sobre a saúde e a perimenopausa: “Obrigou-me a ouvir o meu corpo”
Com mais de 30 anos de carreira, a voz de 'Afinal Havia Outra' lança nova música. Em entrevista à Nova Gente, a artista detalhou as intolerâncias alimentares e os desafios hormonais que enfrenta.
Com uma carreira de mais de 30 anos marcada por sucessos incontornáveis como “Afinal Havia Outra” ou “Na Minha Cama Com Ela”, Mónica Sintra está de volta aos lançamentos musicais e a abraçar uma nova fase de profundo autoconhecimento.
Aos 47 anos, a cantora e atual jurada de televisão partilhou com a revista Nova Gente os detalhes da sua nova balada e as mudanças drásticas que teve de aplicar na sua saúde devido à perimenopausa.
Depois de um período dedicado a ritmos mais acelerados, a artista sentiu o apelo das raízes. Na hora de apresentar a canção “Sem Nunca o Ser”, a artista abriu o coração sobre a sua necessidade de abrandar e explorar a melancolia: “Nos últimos tempos tenho apostado mais em temas dançáveis, muito pensados para os concertos e para a energia ao vivo, mas senti necessidade de voltar à minha versão mais romântica. Esta música nasce exatamente desse lugar, um amor que tanto pode correr bem como acabar por deixar feridas. A letra fala de um amor suspenso no tempo, vivido e alimentado pela memória. É uma canção que mergulha numa dor silenciosa, de quem ama sozinha, presa a um passado que insiste em ficar”.
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Convicta de que o público criará uma ligação forte com o enredo, Mónica admitiu que o sofrimento romântico é universal. “Acredito que muitas pessoas se vão rever neste sentimento, porque todos, em algum momento, já amámos alguém que insistiu em permanecer na nossa memória”, sublinhou.
O regresso exigiu também uma aposta estética, com a artista a defender que “hoje em dia faz todo o sentido que as histórias também sejam visuais”. O videoclipe gravado serviu para adensar a narrativa da música, e a cantora não escondeu o entusiasmo com o resultado final: “A associação entre a letra, a música e a imagem permite uma leitura mais profunda da interpretação da dor. Claro que a emoção se sente na voz, mas com o apoio da imagem há uma absorção muito maior da mensagem que queremos transmitir”.
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Longe dos estúdios e dos palcos, o corpo da artista obrigou-a a travar a fundo. As habituais presenças nos programas “Alô Portugal” (SIC) e “Estrelas ao Sábado” (RTP1) cruzaram-se com uma fase de grande fragilidade física que exigiu uma intervenção alimentar rígida. “A mudança aconteceu por desconforto físico. Tinha dores de cabeça frequentes, inchaço abdominal e um mal-estar constante. Depois de fazer testes, descobri que sou intolerante ao glúten e à lactose e a mais umas coisas, o que me obrigou a ouvir o meu corpo com mais atenção”.
A transformação fez-se com ajuda médica especializada. A luta contra o excesso de peso e as naturais oscilações hormonais desta fase da vida desenharam um novo mapa de cuidados diários para a cantora, que expôs a sua nova rotina: “Ao longo destes anos tenho sido também acompanhada pelo Dr. Póvoas, que me ajuda nas oscilações de peso e também na componente mais ansiosa ligada à alimentação. Claro que, às vezes, ainda cedo à tentação. Mudar de hábitos não é fácil, mas hoje sei que o corpo paga isso rapidamente. Comecei a fazer exercício com mais regularidade e a tomar suplementos, até porque estou na perimenopausa. No fundo, foi uma mudança por respeito e autocuidado”.