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Mulher de António José Seguro não quer ser Primeira-Dama: António Leal e Silva oferece-se para o cargo “de borla”

A decisão de Margarida Maldonado Freitas de continuar a trabalhar e fugir do Palácio a "sete pés" está a dar que falar.

O programa V+ Fama analisou o cenário que se avizinha no Palácio de Belém após a eleição de António José Seguro como o novo Presidente da República de Portugal, com especial foco na postura da sua mulher, Margarida Maldonado Freitas.

Adriano Silva Martins lançou o debate em tom de brincadeira, mas com um fundo de preocupação institucional: “Estamos preocupados, tristes, desolados, porque, ao que tudo indica, vamos continuar a não ter Primeira-Dama. Margarida Maldonado Freitas (…) quer fugir do Palácio de Belém a sete pés”.

A farmacêutica, que gere três farmácias na zona das Caldas da Rainha, pretende manter a sua atividade profissional, decisão que mereceu reparos de António Leal e Silva.

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O comentador foi taxativo na sua análise sobre o papel que se espera num casamento presidencial: “Ficava bem à mulher do presidente eleito (…) acompanhar o marido”, justificando que a “Primeira-Dama sim, também como a Presidente da República, pode fazer um trabalho de influência“. Misturando ironia com ideologia, António lembrou as raízes do novo Chefe de Estado: “Tendo em conta, já que as pessoas puxam tanto o socialismo, e o pensar nos outros, e o abdicar de nós para entregar aos outros (…) Então, abdiquem e entreguem. Não vale a pena só fazer propaganda”.

Guilherme Castelo Branco também se mostrou cético quanto à viabilidade de Margarida Maldonado Freitas conseguir conciliar a exposição pública com o balcão de uma farmácia. “Se ela estiver a trabalhar à frente na farmácia, a atender pessoas, vai ser um pouco complicado, porque vai levar sempre curiosos a quererem ir às farmácias propositadamente para conhecerem”, alertou o comentador, sugerindo que a nova realidade a obrigará a recuar e a perceber que “não faz muito sentido ela continuar a ter um atendimento direto com as pessoas quando está no meio da boca do mundo”.

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Pedro Capitão, por seu lado, tentou relativizar a polémica, defendendo que Margarida é “uma mulher que é independente, dedicou a sua vida à carreira” e que tem até à tomada de posse, no dia 9 de março, para “tomar uma decisão” ou mudar de ideias consoante a “necessidade” e a utilidade que sinta poder ter ao lado do marido.

No entanto, António Leal e Silva manteve-se firme na defesa da importância de uma figura presente e constante ao lado do Presidente, argumentando que as aparições esporádicas apenas em jantares oficiais costumam correr mal por falta de traquejo protocolar. “Mesmo em ocasiões oficiais em que é necessário a sua presença nunca é tão agradável. Porquê? Porque ela não estando presente constantemente, quando chega é um bocadinho uma ave rara. Entra ali (…) não sabe bem onde está”, explicou o comentador, recordando de imediato uma gafe protocolar da ex-mulher do antigo Primeiro-Ministro: “Acontece que (…) a mulher do António Costa e ex-primeiro-ministro, Fernanda Tadeu, meteu o casaco na cadeira do jantar no pátio da Angela [Merkel] e eu estava chocado”.

Numa tirada final de humor que arrancou gargalhadas ao painel, António Leal e Silva, assumidamente monárquico, deixou um recado direto a Margarida Maldonado Freitas, oferecendo os seus serviços de consultoria ou até de substituição para a função: “Se quiser ligue-me que eu tenho todo o gosto, eu faço a Primeira-Dama mais estupenda da Europa. E não quero cargos, nem dinheiros, nem subsídios”.

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