Namorada de Maycon Douglas quebra o silêncio: “Ninguém conta perder a pessoa que ama aos 25 anos”
A jovem abriu o coração sobre a dor de perder o companheiro e o pesadelo mediático que se seguiu. Raquel Coelho admitiu que soube que algo grave tinha acontecido quando Maycon, que estava "super entusiasmado", faltou ao trabalho na passagem de ano.
Raquel Coelho, a namorada de Maycon Douglas, concedeu uma grande entrevista à revista TV 7 Dias, onde decidiu falar pela primeira vez sobre a tragédia que vitimou o jovem cantor, com o intuito de esclarecer os factos e travar a onda de rumores.
A jovem explicou que a decisão de falar publicamente não foi fácil, mas tornou-se necessária devido à pressão mediática e às falsidades que têm circulado.
Raquel começou por dizer: “Não é de todo fácil, mas estou a fazê-lo com o objetivo de talvez pôr um ponto final na história, é o meu desejo desde o início. Já passou um mês e todos os dias temos que acordar, eu, a mãe dele, toda a gente, e ler notícias, muitas delas que não correspondem à verdade”.
Para a namorada do artista, a especulação constante apenas agrava a dor da perda: “Isso não ajuda em nada. Já basta aquilo que estamos a passar. Acho que todo este fator noticioso não ajuda e estou a falar precisamente para ver se consigo de alguma forma ajudar a terminar o assunto”.
Sobre o processo de luto, Raquel confessou que a realidade ainda parece um pesadelo difícil de aceitar, dada a juventude de ambos, ela desabafou: “Tem sido completamente irreal, ninguém conta perder a pessoa que ama aos 25 anos”.
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Raquel revelou um detalhe arrepiante sobre a cronologia dos acontecimentos, admitindo que o seu instinto disse-lhe que algo terrível tinha acontecido muito antes de tudo se confirmar oficialmente, “Comecei a fazer o luto, honestamente, no dia 31 de dezembro. Nesse dia eu já sentia que algo de muito mau tinha acontecido porque ninguém conseguia falar com o Maycon e ele não falta ao trabalho”.
O sinal de alarme soou quando Maycon falhou um compromisso profissional importante na noite de fim de ano, algo que não condizia com o seu estado de espírito e ainda referiu, “Soube que ele não apareceu ao sound check na Quarteira, o que era impossível, especialmente na passagem de ano, que é uma altura muito importante para ele. E ele estava super entusiasmado”.
Conhecendo bem o companheiro, Raquel sabia que ele jamais causaria preocupação intencionalmente: “Ele era incapaz de deixar as pessoas que ama num pranto, a achar que aconteceu alguma coisa e ele estar num carro algures, seria impossível”.
A confirmação dos piores receios chegou no primeiro dia do ano, quando as autoridades encontraram vestígios: “Desde o dia 31 que comecei a fazer o meu luto, e depois no dia 1, quando apareceram os destroços do carro no farol, caiu-me tudo e confirmou-se o meu pensamento”.