“Não é vergonha nenhuma”: Nuno Janeiro pondera ser motorista de TVDE após a 1.ª Companhia
No dia da grande final da 1.ª Companhia, o painel do V+ Fama debateu a falta de convites na área da representação. Isabel Figueira defendeu a decisão do colega em procurar alternativas e recordou que muitos atores acabam a trabalhar em restaurantes.
O futuro profissional de Nuno Janeiro esteve em destaque na emissão do programa V+ Fama.
No dia em que se disputa a grande final da 1.ª Companhia, da qual o ator é um dos finalistas, o painel comentou o afastamento do concorrente da ficção nacional e a sua intenção de procurar alternativas fora da área artística para garantir o sustento da família.
Adriano Silva Martins introduziu o tema lembrando a instabilidade que caracteriza a carreira na representação. O apresentador enquadrou a atual situação do rosto da TVI: “O ator não é uma profissão linear. Nuno Janeiro, que agora está a participar na primeira companhia, que hoje é a grande final e ele é um dos finalistas, prepara-se para agarrar outros desafios profissionais em caso que não tenha e não encontre trabalho como ator”.
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Isabel Figueira defendeu a postura do colega de profissão e recordou que o meio televisivo dita pausas forçadas a muitos profissionais. A comentadora explicou o impacto financeiro destas fases: “Eu compreendo e não é vergonha nenhuma. Nuno Janeiro foi um ator muito requisitado durante algum tempo. Isto acontece a muitos e depois de repente desaparecem. E o desaparecer faz com que as pessoas não tenham dinheiro para se autos sustentarem, para terem dinheiro para a sua vida, nomeadamente os bens básicos. Pagar a casa, a água, a luz, comer, o gás. Portanto, viver”.
Sem convites para regressar à ficção, o finalista da 1.ª Companhia pondera utilizar o seu veículo próprio para trabalhar como motorista. Isabel Figueira validou a escolha do ator, lembrando as suas responsabilidades: “Claro, tem um filho. E, portanto, trabalhar como taxista, TVDE ou UPA, ou seja, daquilo que for. Tem um carro e, portanto, se as coisas não lhe correrem bem, não terá outra hipótese a não ser que trabalhar. Não tenho vergonha nenhuma porque muitos atores, e acontece-se a bastantes, vão para restaurantes trabalhar”.
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O painel relembrou exemplos de outras figuras públicas que passaram pelo mesmo processo, como Sara Norte e Susana Reis, antes de deixarem votos de sucesso para o percurso de Nuno Janeiro após a saída da caserna. Isabel Figueira rematou o assunto: “Espero que o Nuno saia deste programa e que arranje trabalho como ator, que volte a fazer a arte que tanto ama. Sei o que é estar longe”.
Adriano Silva Martins concordou com a comentadora e concluiu a análise de forma otimista: “Custa-nos muito para que tudo corra bem. E se não lhe correr tão bem nesta fase, com certeza tem aqui uma saída. E irá depois regressar àquilo que é a sua paixão, que é a interpretação”.