A emissão do programa Passadeira Vermelha arrancou com um momento de grande tensão e enorme carga emocional.
Liliana Campos decidiu usar os primeiros minutos do formato da SIC Caras para fazer um esclarecimento público, visivelmente abalada e à beira das lágrimas. Em causa estava a forte onda de indignação e ódio de que foi alvo após ter comentado, na emissão de quarta-feira anterior, o diagnóstico de depressão sazonal partilhado pelo criador de conteúdos Kiko is Hot.
A apresentadora fez questão de assumir o seu desconhecimento sobre o tema, iniciando o seu discurso com um pedido de perdão direto. “Vou aproveitar, antes de começar aqui o programa, para falar consigo sobre uma situação que se viveu aqui na passada quarta-feira, em que o tema era o Kiko Exótico, que falou da sua depressão sazonal”, começou por enquadrar Liliana, admitindo com total franqueza: “Quero dizer-vos que eu não fazia a mínima ideia que havia depressões sazonais. Peço desculpa”.
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Apesar de reconhecer a falha de informação, Liliana Campos não escondeu a mágoa pela forma implacável como foi julgada na praça pública, defendendo o seu valor profissional e pessoal. Num tom de clara revolta com as proporções que a polémica tomou, a anfitriã atirou: “Não me considero burra. Não acho que mereça ser despedida por causa disso. Não acho que mereça ser tirada deste programa onde estou há 12 anos por não saber isso”.
Para provar que a sua falha não derivou de falta de sensibilidade para com a saúde mental, a comunicadora relembrou o seu próprio historial clínico. “E eu própria já assumi publicamente que tive uma depressão. Foi uma depressão que durou mais do que uma estação”, partilhou, reforçando que o facto de nunca lhe ter sido falado em depressões sazonais não significa que não sinta “empatia com as pessoas que atravessam uma depressão sazonal, uma depressão que dura mais ou até depressões crónicas”.
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O momento mais chocante e doloroso do desabafo chegou quando Liliana expôs o teor das mensagens que lhe invadiram as redes sociais, revelando que os ataques ultrapassaram todos os limites da decência e atingiram a sua família.
Com a voz embargada, a apresentadora denunciou a crueldade dos internautas, afirmando de forma contundente que “não é por isso que eu mereço que a minha sobrinha morra de depressão”.
Perante a gravidade das ameaças e dos desejos de mal, Liliana Campos fez questão de dar uma lição de moral a quem a atacou a coberto da defesa de uma causa. “Portanto, todas aquelas pessoas que me pedem empatia, e eu dou a minha empatia, eu gostava que também tivessem empatia para com quem está deste lado”, apelou. “E não nos desejem o pior. Porque se estão a defender uma causa, se estão a defender uma pessoa, aquilo que estão a fazer é desejar mal às outras. E isso não é empatia”.
A terminar este longo e difícil momento televisivo, a anfitriã do formato de comentário social recordou que o Passadeira Vermelha é um espaço de conversa onde todos têm “direito a ter as nossas opiniões, umas mais fundamentadas do que outras”, e deixou um derradeiro apelo aos telespectadores e internautas. “E, portanto, agradecia, mas agradecia do fundo do coração que desse lado as pessoas parassem um momento para pensar naquilo que me estão a desejar e que, se fosse possível, que parassem”, rematou.