Geral

Noélia Pereira recorda acidente por exaustão: “Destruí um camião todo”

A algarvia revelou num videocast que o limite do cansaço ditou um grave choque rodoviário. O susto e a morte do pai mudaram a mentalidade da empresária sobre o excesso de trabalho.

A antiga concorrente de reality shows sentou-se à conversa com Inês Alvito no videocast ‘Oh Gente da Minha Terra’ para uma entrevista intimista.

A empresária algarvia recordou as privações do passado e a forma como a exaustão física quase lhe roubou a vida num violento acidente de viação.

O ritmo de trabalho na gestão dos supermercados e na venda nos mercados levou a algarvia a um limite perigoso antes de entrar na televisão. A convidada recordou a rotina extrema que mantinha na juventude e que resultou num grave choque: “Eu fazia loucuras de dormir 3, 4 horas por noite, andar os meses inteiros de verão a trabalhar, a trabalhar, a trabalhar, a não descansar. Eu cheguei a ter um acidente por pancada de sono aí há uns anos atrás, destruí um camião todo, só sobrou o meu lugar. Nessa altura o meu pai estava hospitalizado.”

Leia também: Gonçalo Quinaz critica papel de fiscal da concorrente: “Gostava mais da versão parte 1 da Eva”

O susto com a viatura aliado às perdas precoces do pai e do irmão mudaram para sempre a mentalidade da lojista de Tavira e Estói. Noélia Pereira confessou que aprendeu a relativizar o peso das obrigações profissionais: “Aprendi muito com isso e pensei, nunca mais isto me vai acontecer. Se eu alguma vez estiver com sono, vou encostar e vou dormir e não quero saber a que horas vou chegar a qualquer sítio onde tenha que ir. O meu pai acabou por falecer também há 6 anos e isso deu-me uma forma de pensar que não vale a pena tudo e não vale a pena tanto. Chegamos à conclusão que não vale a pena trabalhar tanto porque acontece-nos qualquer coisa, vai ficar cá tudo e não se aproveitou nada.”

A infância da empresária ficou ainda marcada por duras responsabilidades familiares devido à deficiência de um irmão. A algarvia assumiu desde muito cedo o papel de cuidadora enquanto os pais trabalhavam na agricultura: “Eu muitas vezes ficava em casa para cuidar do meu irmão, que teve uma deficiência. Ele faleceu aos 21 anos. E eu cuidei muito dele. Mudava-lhe as fraldas, dava-lhe os lanches, dava-lhe o almoço. A minha mãe e o meu pai iam para outras fazendas que nós tínhamos ou a apanhar alfarroba, ou a apanhar figos. E eu ficava em casa a tratar do meu irmão.”

Leia também: Crise no Cinema: IA e quebra de bilheteira fazem cair rendimentos das estrelas de Hollywood

Atualmente a empresária continua a gerir os seus negócios no Algarve ao lado do marido Filipe Sobral, mas procura um abrandamento progressivo. O grande objetivo delineado para o futuro passa por focar-se apenas no interior das lojas e largar definitivamente as responsabilidades na praça da fruta.

Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo