1ª CompanhiaTVI

Noélia Pereira relativiza a autoridade de Soraia e expõe o “drama” das outras recrutas

Quando o "grito" militar esbarra na bonomia de Noélia Pereira

Após o polémico “cala-te” no monte, a recruta da semana procurou a redenção e ficou surpreendida com a indiferença de Noélia face a uma ‘ofensa’ (ordem) que as recrutas insistem manter viva.

A hierarquia militar vive de ordens, mas a convivência em televisão vive de afetos e, depois de um exercício de camuflagem marcado por gritos e nervos à flor da pele, Soraia Sousa tentou desarmar a tensão com um pedido de desculpa a Noélia Pereira. Contudo, o que se seguiu foi uma demonstração de que, na “1.ª Companhia”, o drama muitas vezes reside mais nos olhos de quem vê do que na pele de quem sofre.

O “pito” dado por Soraia Sousa a Noélia durante a instrução de terreno tinha todos os ingredientes para incendiar a caserna. Com as restantes recrutas a levarem o incidente “a peito” e a questionarem a legitimidade da agressividade da líder da semana, Soraia sentiu o peso da responsabilidade e decidiu confrontar o dano “Noélia, sei que falei mal consigo, desculpa (…) fui um bocado bruta contigo“, admitiu a recruta da semana, num tom visivelmente mais baixo do que aquele que usara no monte.

A resposta de Noélia Pereira, contudo, foi um exercício de pragmatismo que deixou a polémica sem oxigénio. Com a serenidade de quem compreende o contexto do cargo, a algarvia relativizou o momento: “Olha, mas eu não senti nada disso. Está tudo certo e eu percebi. Tu tens razão“. Para Noélia, a autoridade de Soraia não é um ataque pessoal, mas uma contingência do posto “Se esta pessoa neste momento está com uma responsabilidade acrescida, eu tenho que aceitar que ela está“, afirmou, num claro contraste com o grupo de colegas que, horas antes, classificara a atitude como inaceitável.

No centro desta conversa esteve o conceito de “poder de encaixe” – uma característica que Noélia parece possuir em excesso e que faz falta ao resto da companhia “Quem levar a mal é por não ter poder de encaixe nenhum”, sentenciou Noélia, enquanto Soraia confessava o receio de ter ferido suscetibilidades: “Eu não sabia e achei que podias ter levado a mal“. A resposta foi curta e definitiva: “Alguma vez na minha vida eu levo alguma coisa a mal?“.

Este momento de reconciliação expõe uma dualidade interessante no reality show da TVI, pois enquanto algumas concorrentes utilizam o conflito alheio para alimentar narrativas de opressão ou injustiça, a visada direta escolhe o caminho da disciplina e da amizade. Noélia decidiu que o grito de Soraia não teria eco e a paz foi assinada com um “já vou”, deixando as críticas das outras recrutas a falar sozinhas.

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