O abraço secreto do Comandante: “Só eu, a Joana e o Nuno tivemos direito”
Manuel Melo revelou um pormenor que escapou a muitos espectadores. O Comandante da '1.ª Companhia' quebrou o protocolo apenas com três recrutas, aqueles que sentiu que estavam "mais frágeis" emocionalmente.
A entrevista de Manuel Melo no Dois às 10 atingiu o pico de emoção quando o ator fez um paralelismo doloroso entre a sua infância e a do seu filho, Martim.
Confrontado por Cristina Ferreira sobre a ausência da sua mãe, que emigrou para Macau para trabalhar, Manuel acabou por cair em si sobre a sua própria realidade.
O ator recordou que, em criança, olhava para o céu e dizia “lá vai a mãe” quando passava um avião, sentindo uma falta imensa apesar de saber que ela “nunca falhou com nada”. No entanto, o momento de rutura deu-se quando percebeu que a história se repete agora com ele no papel de pai ausente por motivos profissionais.
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“Estou a tocar a mesma cassete. É exatamente isso que eu não queria”, admitiu Manuel Melo, visivelmente abalado ao reconhecer que a justificação de ir “ganhar dinheirinho” que dá ao filho é a mesma que ouvia em criança.
A conversa revelou um episódio de cortar o coração envolvendo o pequeno Martim e o Natal. Segundo foi relatado, a criança fez um pedido especial: “Ele pediu ao Pai Natal mais dinheirinho para o pai do que para a mãe… E disse: ‘mas o pai precisa mais, mãe. Tu estás a trabalhar, o pai não'”.
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Além da vida familiar, Manuel Melo expôs a sua enorme insegurança profissional. O ator confessou a Cristina Ferreira que sente que tem de “pagar pelo ar que respira” e que muitas vezes evita abordá-la por medo de incomodar.
“Falo às vezes com a Cristina… chego aqui e não, está no espaço dela… E depois vou o caminho todo para casa a pensar ‘devias ter dito'”, contou, revelando que chega a demorar “três dias a escrever uma mensagem para não ser chato”.
Manuel admitiu que lhe falta “garra” e que não é um lutador nato, preferindo esperar pela sua vez do que forçar oportunidades. “Aceito aquilo que vem sem lutar muito”, lamentou.
Sobre a experiência na 1.ª Companhia, o ex-recruta destacou um gesto de carinho exclusivo do Comandante Moutinho no momento da despedida. Manuel reparou que o líder da base não abraçou toda a gente da mesma forma.
“Nem todos tiveram direito a este abraço… Foi a mim, à Joana e ao Nuno de Janeiro”, revelou, explicando que o Comandante sentiu que estes eram os elementos “mais frágeis” psicologicamente.
Por fim, o ator abordou a percepção de arrogância que passou na primeira semana do programa. Manuel Melo justificou essa postura como uma “defesa” por estar num ambiente de reality show que não domina, garantindo que quem o conhece sabe que a sua essência é a humildade.