1ª CompanhiaTVI

Comandante Moutinho tenta travar a queda livre de Pedro Barroso na 1ª companhia

Ator faz desabafo emocional e fala sobre o fantasma de um pai ausente

Numa conversa tensa e carregada de simbolismo, Pedro Barroso revelou ao Comandante José Moutinho as cicatrizes que moldam a sua reatividade no quartel.

O ator, que se recusa a aceitar o comportamento de Rui Freitas, acabou por chorar ao confessar o peso da paternidade e a mágoa de um pai que o “deixou para trás” no momento em que as fardas não conseguem esconder as vulnerabilidades de quem as veste. Pedro Barroso, que tem estado no centro da maior polémica do programa da TVI após um confronto agressivo com Rui Freitas, despiu a armadura de “líder” para mostrar um homem assombrado por traumas familiares. O que parecia ser apenas uma discussão de quartel sobre “toques” e “limites” revelou-se, afinal, uma luta interna de alguém que tenta ser para o filho o exemplo que nunca teve em casa.

O Comandante José Moutinho, numa tentativa de mediação, chamou o ator para uma conversa franca, procurando desvalorizar a suposta “insulto” de Rui Freitas e, para o Comandante, a leitura de Barroso sobre o colega é um exercício de projeção e exagero “A mim, o que me pareceu (…) ele, aquilo que te disse, não foi nunca para te desafiar. Nunca. Tu levaste uma coisa muito a peito” afirmou Moutinho e continuou: “As pessoas, às vezes, falam com o toque, sem ser ofensivo. Tu é que não estás habituado a que falem assim contigo lá fora. (…) Acho que estás a estremar posições, sem necessidade.

Pedro Barroso, contudo, manteve-se irredutível e, para o recruta, o comportamento de Freitas fere valores que não são negociáveis “São limites que eu ponho. (…) Tem a ver com a minha formação, com os meus valores familiares. (…) O meu pai um dia disse uma coisa… o meu pai deixa-me para trás muitas vezes, eu tive que aprender muita coisa na vida sozinho. Não sou traumatizado, sou bem resolvido, mas aqui são os meus limites.

A tensão subiu de tom quando o Comandante confrontou Barroso com a necessidade de autocontrolo e o ator, que chegou a dizer que “não veio para aturar malucos”, acabou por quebrar o tom agressivo e revelou o motivo pelo qual a sua carreira na representação está em suspenso há meia década. O choro, que o Comandante descreveu como uma “libertação”, trouxe ao de cima a verdade sobre o afastamento dos ecrãs “Há cinco anos que eu tive de ser [apresentado]… que eu não represento… porque o meu pai não foi presente, e eu quis ser pai para um filho como eu não tive o meu pai” confessou Pedro Barroso, entre lágrimas e continuou a sua partilha: “Ainda hoje em dia, não é igual a alguma coisa que me magoou. É só porque eu quero ser um homem melhor. Só porque eu não quero, faltado onde já vim, não ter que… não ter as tranquilidades que tinha.

A revelação humaniza um concorrente que, até agora, tinha sido visto apenas pelo prisma da rigidez e do conflito. Para Barroso, a “1.ª Companhia” não é um palco, mas um teste à sua capacidade de não repetir os erros do passado e, apesar da catarse, Barroso questiona a validade da experiência militar como ferramenta de crescimento, temendo que o ambiente de conflito o “desforme” em vez de o ajudar. No entanto, o Comandante José Moutinho insistiu que este é o momento ideal para enfrentar os “fantasmas” que o perseguem “Eu acho que é uma oportunidade aqui para tu lidares com isto, porque isto vai-te ajudar no teu futuro“.

Num programa que se baseia na resistência física, é a resistência emocional de Pedro Barroso que está agora em xeque. Resta saber se o choro servirá de ponto de viragem ou se o peso de ser “um pai presente” se tornará uma carga demasiado pesada para carregar dentro de um quartel.

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