1ª CompanhiaGeral

O discurso completo de Pedro Barroso ao abandonar a base: “Não vale a pena psicologicamente”

O recruta pôs um ponto final na experiência na "1.ª Companhia". Pedro Barroso explicou que não se revê em certos conflitos que podem ser "mal interpretados lá fora" e despediu-se com um pedido de desculpa aos camaradas.

O “Especial” da 1.ª Companhia revelou as imagens completas do momento mais tenso da semana: a desistência de Pedro Barroso.

O ator reuniu todos os recrutas na caserna para comunicar, de forma direta e emocionada, a sua intenção de abandonar o formato da TVI.

Pedro Barroso começou por admitir que encarou este desafio como uma oportunidade profissional séria, mas que a realidade do programa acabou por pesar mais do que a ambição de voltar ao ecrã.

“Acho que é ir direito ao assunto, que é dizer a todos vocês que tomo a decisão de me ir embora. Eu ao aceitar vir para aqui, eu também considero muita coisa na minha vida, que era o quanto eu precisava. Se calhar eu achei que aqui podia ser a minha porta de regressar à televisão, mas não me faz sentido neste momento, não vale o meu bem-estar físico, não vale o meu compromisso físico, isso para tudo, não vale“, afirmou o ator perante o grupo.

Leia também: Gonçalo Quinaz antevê “fim” de Rui Freitas após saída de Pedro Barroso: “Acho que vamos voltar a deixar de o ver”

Para além das limitações físicas, Pedro Barroso explicou que a vertente psicológica e os conflitos constantes foram determinantes para a sua saída, confessando o receio de que a sua postura estivesse a ser distorcida para o público: “Não vale enquanto homem, era passar por alguns processos com os quais eu não me revejo emocionalmente (…) Não me está a valer a pena psicologicamente alguns estados de conflitos que depois podem ser mal interpretados lá fora, porque não sou, nem uma pessoa, não sou respiro. Dizer-vos que independentemente de tudo aqui que cresci, que isto é o que vale para mim”, desabafou.

Pedro Barroso despiu a capa de “líder” ou de figura forte que manteve durante os 13 dias de recruta e mostrou o seu lado mais humano e frágil aos colegas: “Agradeço-vos este tempo na vida que nós passámos aqui, no final disso sou só um gajo com 40 anos, com um lado miúdo, muito frágil às vezes, inseguro também. E a maior coragem é admitirmos que não estamos bem. Não é não estar bem, é não, já não… Já não te faz sentido”, concluiu, visivelmente emocionado.

O momento terminou com o ator a abraçar os companheiros e a abandonar as instalações de Bucelas, deixando para trás a experiência militar, mas levando consigo a certeza de ter priorizado a sua saúde mental.

Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo