Alexandre Monteiro mergulhou em livros e formações internacionais e revela a Liliana Campos como a paixão pelo detalhe se tornou uma profissão de elite.
Alexandre Monteiro não é psicólogo, nem psiquiatra. É um autodidata que fez da observação uma arma de autoridade. No sofá da SIC Caras, o “profiler” explicou como trocou uma licenciatura em Gestão pela incerteza de uma carreira dedicada a decifrar gestos, revelando que a verdadeira liderança não se diz – sente-se.
A jornada de Alexandre Monteiro começou muito antes das luzes do estúdio, com uma inspiração vinda da literatura clássica “O meu herói é o Sherlock Holmes. Adorava perceber as pessoas através da roupa, do cabelo, dos gestos, dos movimentos, dos sapatos”, confessou a Liliana Campos. Numa era pré-digital, Alexandre Monteiro define-se como um “dinossauro” que construiu o seu saber na leitura intensiva: “Eu tinha mesmo que ler, li, li, li. Então, a partir daí foi só estudar até hoje.”
A transição para o profissionalismo não foi linear. Após cinco anos de uma licenciatura em Gestão, o agora especialista percebeu que a felicidade não morava nos escritórios convencionais. A decisão de mudar de rumo foi tomada a dois “Decidi seguir a paixão, sempre com um custo, porque seguir a paixão tem dois preços enormes: muito trabalho e muita insegurança. Eu e a minha esposa decidimos ir pela insegurança. Investimos muito dinheiro em formação pelo mundo todo.”
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Hoje, o seu trabalho estende-se das forças de autoridade ao topo da pirâmide corporativa e política. Embora em Portugal a sua técnica sirva mais para formação do que como prova judicial, o seu foco atual é a construção da autoridade “A autoridade que as pessoas têm não é falada, é sentida”, explicou. “Há pessoas que são ouvidas e outras que não. O carisma é todo do mundo não verbal. Não é dizer ‘eu é que mando aqui’. A presença é muito mais importante que as palavras.”
Questionado por Liliana Campos sobre a possibilidade de alguém “esconder” os seus sinais sob stress, Monteiro foi perentório: o segredo está em tratar a causa, não o sintoma “A linguagem não verbal é como a roupa, nem tudo nos fica bem. Eu trabalho as sombras na nossa comunicação que usamos de acordo com os medos. Trabalho os medos e as ansiedades para esse sinal não aparecer. Em vez de trabalhar o sinal, trabalho a origem.”
Alexandre Monteiro faz leitura de comportamento em direto e deixa famosas surpreendidas!