O impasse jurídico de José Castelo Branco pela “casa de família”
Nova Iorque, rendas antigas e um enteado!
José Castelo Branco regressa ao tribunal de Nova Iorque no próximo dia 27 de janeiro e em jogo está a manutenção do apartamento de Manhattan.
Sobre o apartamento de Manhattan, uma “morada de família” que o socialite tenta segurar com um cheque visado de 47 mil euros, após meses de incumprimento por parte de Roger Vassilin: A vida de José Castelo Branco continua a dividir-se entre os tribunais portugueses e a justiça norte-americana e, depois de uma passagem pelo Quénia, o socialite aterrou na “Big Apple” com uma missão clara: recuperar o controlo do apartamento onde viveu as últimas décadas com Betty Grafstein.
No programa “Tarde das Estrelas”, da CMTV, o painel de comentadores desfiou a complexa teia de rendas em atraso e conflitos familiares que ameaçam o despejo e a apresentadora Ágata Rodrigues, lançou o mote para a discussão revelando que a dívida acumulada não terá sido responsabilidade de Castelo Branco, mas sim de Roger, filho de Betty “Roger, filho de Betty, deixou meses de rendas em atraso, que o José Castelo Branco pretende pagar com um cheque visado no valor de 47 mil euros“, explicou a apresentadora, sublinhando que o senhorio se recusa a aceitar o dinheiro para não legitimar o socialite como arrendatário oficial.
Zé Gouveia, que manteve contacto direto com Castelo Branco, contextualizou a situação imobiliária: “A empresa de condomínio não quer aceitar as rendas do Zé, porque não quer assumir que o Zé é arrendatário. O Roger Vassilin deixou de pagar desde junho de 2024. O proprietário ofereceu meio milhão de dólares ao Roger para ele abandonar e largar o contrato, porque aquele apartamento, neste momento, não vale 2.500 euros [de renda]“. Numa zona nobre de Nova Iorque, uma renda antiga deste valor é, como notou Ana Barbosa, “peanuts”.
A discussão subiu de tom quando o painel analisou a motivação de Roger Vassilin para alegadamente tentar “perder” o apartamento. Para Daniel Nascimento, trata-se de um braço de ferro pessoal: “Simplesmente, ele não gosta do Zé. O facto do Zé querer morar na casa onde sempre viveu foi até porque o tribunal decidiu que aquela é a casa de família, porque em Nova Iorque não há nenhum processo nem de violência doméstica, nem de divórcio“.
O comentador foi mais longe, sugerindo uma estratégia concertada para excluir o socialite: “Eu julgo que o senhorio tinha um arranjinho com o Roger em que o Zé era excluído totalmente da equação. Tudo que for possível fazer para dificultar esse acesso, estão a fazer para ver se ele desiste e sai“. Ágata Rodrigues questionou se o processo judicial em Portugal não estaria a influenciar a posição do senhorio, ao que Daniel Nascimento ripostou: “Não pode haver uma questão moral, sabes porquê? Porque não há processo nenhum [nos EUA]. Ninguém trabalha com emoção, é business, é dinheiro“.
Apesar das polémicas, Jéssica Antunes defendeu o direito de Castelo Branco a lutar pelo imóvel “É uma casa que ele viveu durante muito tempo, que tem lá muito da sua história, muito dos momentos que ele viveu com a Betty também. Então, se ele se dispõe a pagar a renda que está em atraso, de facto acho que tem todo o direito de lá ficar“, afirmou.
A vitória parcial de Castelo Branco, ao conseguir entrar no apartamento que Roger teria alegadamente tentado desocupar – inclusive com danos na estrutura, como a lareira – foi vista como um sinal de resistência. Com investimentos que podem ter chegado a um milhão de dólares ao longo dos anos, o apartamento é mais do que um teto; é o último símbolo da vida transatlântica que o casal construiu, e que agora pende por um fio, ou por um cheque visado, no tribunal de Nova Iorque.
Marcelo Palma em lágrimas com vídeo de Maycon: “Continuo sem palavras para isto tudo”