O lado desconhecido do Instrutor Marques: “Tenho uma mulher maravilhosa e uma filha linda”
Bruno Marques despiu a farda rígida para falar da família. Em união de facto há 25 anos, o instrutor da '1.ª Companhia' revela que o apoio em casa é incondicional e explica porque aceitou o desafio da TVI: "Um militar nunca vira costas".
Bruno Marques, o instrutor da 1.ª Companhia que tem conquistado o público pela sua postura firme, mas justa, abriu o livro da sua vida pessoal numa rara declaração à imprensa (TV 7Dias)
Longe da rigidez do quartel da TVI, o militar revelou ser um homem de família dedicado, vivendo em união de facto há 25 anos com “uma mulher maravilhosa” e sendo pai babado “de uma filha linda com 10 aninhos”.
Segundo o instrutor, a entrada neste projeto televisivo só foi possível graças ao suporte do seu núcleo familiar, que o tem apoiado “incondicionalmente e considera tudo isto incrível”. A decisão de participar no reality show foi ponderada, mas o espírito de missão falou mais alto: “Decidi entrar (…) depois de falar com a família e porque um militar nunca vira costas a um desafio”.
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Embora o direto traga uma “responsabilidade acrescida“, Bruno Marques garante que o nervosismo não o afeta e que o feedback dos seus pares tem sido reconfortante. “Os meus camaradas têm gostado do programa afirmando que a nossa postura como militares tem sido irrepreensível”, contou.
Essa postura é muitas vezes testada pelos momentos cómicos, especialmente os protagonizados por Filipe Delgado. Sobre a forma como consegue não se desmanchar a rir, o instrutor explica que a sua reação é instintiva: “Não penso, ajo naturalmente deixando ser quem sou. Viro as costas pelo total respeito para com os recrutas e para com o público em geral”.
Mas por trás da farda existe também uma grande sensibilidade. Bruno Marques confessou que o maior desafio desta experiência não é a instrução física, mas sim a carga emocional. “O mais difícil até agora tem sido ouvir as histórias de vida que cada um dos recrutas carrega com eles e como as mesmas os moldou à personalidade que apresentam e com isso lidar com todas estas emoções”, admitiu, revelando que se revê na “força e determinação que alguns apresentam”.
Quanto à sua popularidade crescente nas redes sociais e às decisões do público nas expulsões, o instrutor mantém a diplomacia e o foco profissional: “Estou de momento dedicado e concentrado em fazer o meu trabalho”, recusando fazer qualquer “juízo de valor” sobre quem sai ou fica.