O mistério da filha de Delfina Cruz: “Telemóvel dá sinal nas Caldas, mas carro desapareceu”
Ao contrário dos rumores, Maria Custódia chegou a realizar o trabalho de consultora imobiliária na manhã de segunda-feira. O rasto perde-se depois, numa viagem em direção às Caldas da Rainha. Autoridades admitem "intervenção de terceiros".

A angústia cresce em torno do desaparecimento de Maria Custódia Amaral, filha da consagrada atriz Delfina Cruz, que não é vista desde a passada segunda-feira, 19 de janeiro.
Luís Maia, repórter criminal da SIC, esteve hoje, quinta-feira (22), no programa “Casa Feliz” e trouxe a público novos dados que adensam o mistério, começando por alertar que “esta história tem muitas pontas soltas”. O jornalista confirmou que as autoridades estão a equacionar o pior cenário: “Está a ser considerada a possibilidade de intervenção de terceiros (…) a possibilidade de ter havido aqui um crime.”
O dado mais concreto, e simultaneamente mais frustrante, da investigação prende-se com a tecnologia. Luís Maia revelou que a localização celular do telemóvel de Maria Custódia está ativa e “aponta para as Caldas da Rainha (…) numa área de cerca de um quilómetro quadrado”.
O grande enigma reside no facto de, apesar de saberem onde o telemóvel está, não haver qualquer rasto físico: “Nem ela, nem o telefone e já agora nem o carro na qual ela se fazia transportar foram para já encontrados.”
A cronologia da manhã de segunda-feira foi reconstruída e sabe-se agora que Maria Custódia tomou o pequeno-almoço com o namorado com quem mantinha uma relação recente, e deixou-o em casa. Luís Maia adiantou um detalhe sobre a dinâmica do casal, referindo que a relação seria “pautada com alguns episódios de manifestações de ciúme por parte deste homem”, ressalvando, contudo, que esta informação pode ser apenas contextual.
Curiosamente, foi este mesmo namorado, acompanhado por um colega de trabalho de Maria, que se dirigiu ao posto da GNR da Lourinhã na terça-feira para participar o desaparecimento. Ao contrário do que circulou inicialmente, confirmou-se que Maria Custódia “efetivamente foi angariar a casa e esteve com estas pessoas”.
O rasto perde-se na viagem de regresso, e Luís Maia conclui de forma sombria: “Não há nem rasto, apenas uma localização celular.”