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O passado duro de Noélia Pereira: “Comecei a lavar e varrer o chão com quatro anos”

A algarvia abriu o livro da sua vida na semi-final da '1.ª Companhia'. Noélia revelou ao Comandante Moutinho que a sua infância foi marcada pelo trabalho precoce e que essa autonomia moldou a mulher que é hoje.

Depois de Manuel Melo, foi a vez de Noélia Pereira enfrentar a ‘Caminhada Especial’ na semi-final da 1.ª Companhia.

A algarvia, conhecida pela sua capacidade de trabalho inesgotável, viajou ao passado guiada pelo Comandante Moutinho, revelando as raízes da sua personalidade forte e trabalhadora.

A dinâmica começou com uma fotografia de infância ao colo do avô paterno, uma figura central na sua vida. Noélia recordou com carinho que “a vida não era fácil”, mas que o avô garantia sempre que ela não passava fome, dando-lhe uma moeda para comprar um bolo aos sábados.

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Numa confissão divertida e nostálgica, a recruta contou que fazia de tudo por aquele doce. “Eu saltava pela janela do quarto e ia sempre comprar o bolo ao sábado. Só tenho boas memórias deste homem”, partilhou, visivelmente emocionada.

Quando o Comandante questionou se sentia que tinha perdido a infância, Noélia surpreendeu com a descrição da sua autonomia precoce. “Eu lembro-me de ter quatro anos e de já lavar e varrer chão e lavar panos”, revelou, explicando que os pais sempre lhe deram liberdade para se desenrascar sozinha.

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Essa educação moldou o seu comportamento na base, onde é frequentemente vista a limpar. “Esta sou eu, quando entrei aqui”, admitiu, reconhecendo que o trabalho sempre foi o seu refúgio e a sua identidade.

Sobre a entrada no programa, Noélia confessou que procurava algo que lhe falta cá fora: convívio. “Eu não tenho vida social. Eu sou uma pessoa completamente dedicada ao trabalho”, desabafou, explicando que a 1.ª Companhia a obrigou a aprender sobre camaradagem e a difícil tarefa de delegar, pois “nós sozinhos não conseguimos fazer nada”.

O momento mais tenso da caminhada surgiu quando se abordaram os medos. A algarvia admitiu que o seu maior terror é “perder a saúde” e ficar impossibilitada de trabalhar. Este receio teve um impacto direto na sua prestação no jogo.

“Eu sinto que este medo me impede de às vezes eu dar o máximo de mim ao fazer o circuito ali na base. Eu sei que não dei o máximo de mim, porque eu tenho medo de me lesionar”, confessou, prometendo que, na última oportunidade, irá superar esse bloqueio.

Ao projetar o futuro a 20 anos, Noélia manteve-se fiel aos seus valores: saúde para si e para a mãe. No final da dinâmica, a recruta garantiu sentir-se “muito mais leve”, considerando a participação no formato da TVI “um orgulho, um privilégio e uma honra”.

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