A 100 dias de abrir as portas para mais uma edição do Rock in Rio Lisboa, Roberta Medina concedeu uma entrevista à SIC onde abriu o livro sobre os bastidores do festival.
A vice-presidente do evento recordou episódios insólitos com grandes estrelas e fez um balanço das aprendizagens retiradas da última edição no Parque Tejo.
Questionada sobre o pedido mais estranho que já recebeu de um artista, Roberta Medina não hesitou em apontar o dedo a uma lenda da música britânica. A exigência não passou por alimentos raros, mas sim por uma precisão milimétrica na decoração do camarim: “Eu acho que dos mais esquisitos foi quando Elton John pediu um vaso de rosas vermelhas, mas tinha a quantidade de rosas, o tamanho, os centímetros que os caules tinham que estar cortados, um vaso quadrado. Cara, aquilo veio tudo especificado ao arquiteto, então foi estranho, mas foi feito e ficou feliz”.
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Apesar de passar os dias do festival a coordenar operações a partir da zona VIP e dos bastidores, a empresária revelou qual o concerto do atual cartaz que a faria descer para o meio da multidão. A escolha recaiu num ícone dos anos 80, motivada por uma surpresa recente: “Acho, com certeza absoluta, Cyndi Lauper. Fiquei apaixonada pelo show dela no Rock in Rio Brasil em 2024. Não dava nada à espera e é muito potente”.
A conversa incidiu ainda sobre as falhas logísticas e as lições aprendidas no passado. Roberta Medina assumiu que a estreia do evento no Parque Tejo, em 2024, trouxe desafios novos no escoamento do público, especialmente com a implementação da operação “Stop and Go”, uma técnica habitual no Brasil que apanhou os portugueses desprevenidos: “O público chegou muito rápido na porta e para poder gerir o fluxo de saída tinha que ser aos pouquinhos. Então a gente para, três minutos e libera. E as pessoas se assustaram. A gente já entendeu. Precisa avisar. Nós, como estávamos habituados, não avisamos”.
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Para a edição deste ano, a responsável garante que o erro não se irá repetir e que a espera será gerida de forma transparente e interativa: “Agora está tudo programado. Vai ter animação de fila, vai ter música, vai estar avisado. Ninguém precisa se preocupar. Se precisar sair devagarzinho é só para que as coisas funcionem melhor do lado de fora”.