1ª CompanhiaTVI

O pedido de desculpas de Filipe Delgado que emocionou Manuel Melo na 1ª companhia

Como uma "palavra feia" abriu as feridas e a humanidade de Manuel Melo

Um comentário do Filipe Delgado após a partilha de Manuel Melo sobre a sua luta contra a toxicodependência serviu de mote para um momento de perdão e uma confissão dolorosa do ator.

Filipe Delgado, confrontado com a sua própria consciência, chamou Manuel Melo a sós para se retratar de um comentário que considerou “altamente feio”, acabando por desbloquear uma memória de culpa que o ator carrega desde muito antes dos seus problemas com a dependência.

O gatilho para a conversa foi uma expressão usada por Filipe Delgado na sala de instrução. Após Manuel Melo ter aberto o coração sobre o seu histórico de toxicodependência, Filipe terá dito, num momento de impulsividade, que “até os amigos [de Manuel] eram carochos”. A consciência do peso das palavras não tardou a chegar “O que eu disse na sala foi altamente feio depreciativo após a partilha que tu fizeste. Eu tive essa consciência agora. Portanto, o que eu quero dizer-te… desculpa por isto“, confessou Filipe, visivelmente arrependido.

Questionado por Manuel Melo se o arrependimento vinha de uma influência externa, Filipe foi taxativo: “Não, não cheguei sozinho. Quem me fez chegar a isto foi a minha consciência de sempre“. O recruta explicou que a expressão “caroço” era uma gíria da sua aldeia para pessoas muito magras, mas percebeu que, no contexto da história de vida de Manuel, a palavra ganhava contornos cruéis “Isto foi uma partilha que tu fizeste connosco e com Portugal inteiro. A tua história sensibilizou-me. E depois, há um gajo que diz isto. É muito feio“.

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A resposta de Manuel Melo, porém, não foi de julgamento, mas de uma partilha profunda sobre a natureza do erro humano. Para ilustrar o seu perdão, o ator recuou anos no tempo, para um episódio anterior à sua fase mais negra “Muito antes destes problemas que eu tive, eu tive um acidente de automóvel. À noite, fui ver o meu carro com o meu pai e estava lá um rapaz a dormir dentro. Eu comecei aos berros com ele“, recordou.

A lição, vinda do pai de Manuel e do olhar do desconhecido, ficou gravada até hoje “O meu pai disse: ‘por que é que foste tão bruto com ele?’. Os olhos que ele fez para mim, eu paguei-os todos a seguir. Lembro-me desse rapaz até aos dias de hoje e tenho mesmo muita pena da minha atitude“, desabafou Manuel Melo, estabelecendo uma ponte de empatia com Filipe: a ideia de que todos, num momento de cegueira ou impulsividade, podem ser o agressor de quem apenas procura um lugar para “dormir”.

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