Geral

O pesadelo de Sofia Alves em Sangue Oculto: “Sabia que podia ficar cega e colocar um olho de vidro”

A atriz sofreu uma reativação do vírus da varicela e ficou com a cara em carne viva. Daniel Oliveira recusou substituí-la e uma equipa de especialistas trabalhou dia e noite nas imagens da artista.

A entrevista de Sofia Alves a Daniel Oliveira no programa Alta Definição revelou um segundo drama de saúde vivido recentemente pela atriz.

Depois de relatar a cirurgia de urgência a um tumor, a artista recordou o pesadelo que enfrentou durante as gravações da novela Sangue Oculto, quando contraiu uma infeção severa no rosto provocada pelo vírus da Zona.

O problema de saúde surgiu numa fase de grande vulnerabilidade física, pouco tempo depois de a atriz ter estado infetada com o coronavírus, e explicou o início do pesadelo: “Eu tinha tido Covid e estava com a imunidade muito em baixo. E passadas duas semanas depois de ter tido Covid, acordei de manhã e não era uma borbulha, era uma coisa feia, mas disseram-me que nem sabiam o que era. Ao segundo dia, isto já estava de uma maneira, liguei para o médico e disse-lhe, é Zona. E ele disse, não, não pode ser Zona no meio da testa”.

Leia também: Sofia Alves relembra operação de urgência para retirar tumor: “Parecia que tinha nove meses de gravidez”

O diagnóstico confirmou-se e a situação agravou-se de forma galopante, afetando todo o lado direito da cabeça.

A atriz descreveu o sofrimento atroz que se seguiu: “E eu de um dia para o outro fiquei transfigurada, parecia que tinha levado um tiro a meio da testa, a desaparecer carne, com dores horrorosas, pareciam queimaduras de cigarro, que nem sequer sabia que era possível ter Zona na cara. Fiquei completamente desfigurada e a gravar uma novela”.

Leia também: Mais de 30 mil euros: O saldo da conta bancária de Rui Freitas após vencer a 1.ª Companhia

A infeção, provocada pela reativação do vírus Herpes Zóster, o mesmo da varicela, atacou diretamente a zona ocular da artista, colocando em risco a sua visão. A dor era tão extrema que o simples toque de um cabelo se tornava insuportável: “O olho ficou quase engolido, parecia que me tinha passado um camião por cima, foi traumático, sobretudo porque sabia que podia ficar cega, porque sabia que se isso acontecesse tinha que colocar um olho de vidro, e sabia onde é que estava alojado, que estava mesmo dentro da linha de água, a purgar para dentro, com a córnea, com tudo”.

A salvação chegou através de um oftalmologista alemão, o doutor Miguel, a exercer na zona da Quinta do Lago.

O especialista aplicou um novo protocolo europeu que travou a infeção no limite: “Tem que ser tomado já, porque senão é irreversível. E em 48 horas eu comecei a ver. Perdi um bocadinho da visão, mas uma coisa, uma percentagem mínima do lado direito, mas estou aqui e estou a ver”.

Perante a gravidade do quadro clínico, Sofia Alves pediu a Daniel Oliveira para ser afastada da novela, uma vez que a ferida na testa demorou quase dois meses a fechar. O diretor da SIC recusou a substituição e prometeu esperar pela recuperação da atriz. Quando finalmente regressou aos estúdios, a pele ainda estava em carne viva e impedia o uso de maquilhagem. A solução encontrada pela estação foi inédita na ficção nacional.

Ela revelou o segredo dos bastidores: “Este homem que vocês veem aqui, ele contratou com a SP dois especialistas para fazer os retoques em efeitos especiais, tudo apagado, tipo Photoshop, mas em televisão, para as pessoas perceberem melhor. Cada frame, até ao final da novela. Eles já deviam ter pesadelos comigo de noite, com a minha testa, porque eles trabalharam dia e noite nas minhas imagens todas para que não se notasse. As pessoas assistiram em casa, não deram por nada, mas eu estava toda em ferida”.

O rescaldo da doença deixou marcas físicas permanentes. A atriz mostrou aos telespetadores a tendência do seu corpo para criar queloides, cicatrizes com alto-relevo, exibindo a marca da vacina BCG no ombro. Devido a esta condição, uma cirurgia plástica à testa com enxertos de pele foi descartada por ser demasiado arriscada.

Para minimizar a cicatriz profunda deixada pela Zona, Sofia Alves recorre agora a um cirurgião reconstrutivo. A atriz rematou o seu testemunho com uma mensagem de superação: “De vez em quando tenho que retocar, porque ficou uma depressão muito profunda. Tenho que encher com uns líquidos. Isto, para mim, já é um milagre. Está muito bom. E lembra-me quem eu sou e as dificuldades que passei. E eu estou cá e superei mais uma vez, graças a Deus”.

Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo