O peso da vitória: Inês Morais recorda ataques de ansiedade nas finais da TVI
Vencedora de dois reality shows em menos de um ano, a ex-concorrente revelou os receios que sentiu antes de levar o prémio para casa. A socióloga assumiu que a fama lhe trouxe uma nova postura.
A vida de Inês Morais deu uma volta de 180 graus no último ano.
A jovem socióloga de Viseu, que fez história na TVI ao vencer a sua edição do Big Brother e, logo de seguida, o Secret Story – Desafio Final, abriu o livro sobre a sua nova realidade numa entrevista à Selfie. Atualmente a dar cartas como comentadora, a ex-concorrente revelou o impacto que a televisão teve na sua vida pessoal e profissional.
Longe da terra natal e com o coração livre, Inês assumiu que as mudanças logísticas foram drásticas, mas fundamentais para o seu amadurecimento e para limar a sua personalidade habitualmente explosiva: “Na minha vida, mudou bastante coisa: mudei-me para Lisboa, estou solteira e tenho a oportunidade incrível de ser comentadora de reality shows. (…) Em mim, não mudou grande coisa (…) Aprendi muito com o Desafio Final e, talvez, a maior lição tenha sido mesmo que não tenho de ter sempre razão ou a última palavra, e isso tem-me ajudado a manter e fortalecer as minhas relações pessoais”.
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A entrada no formato dos segredos, carregando o peso de já ser uma vencedora recente, trouxe uma pressão extra à jovem. Inês Morais confessou que sentiu necessidade de justificar o seu valor perante o público e os colegas, um erro que hoje não voltaria a cometer: “Quando entrei pela primeira vez no formato Secret Story (…) tinha uma certa vontade e ambição de provar que a vitória foi justa, acho que se voltasse atrás diria a mim mesma: Não tens de provar nada a ninguém. Diverte-te e aproveita mais”.
Conhecida por não ser uma figura consensual e por dividir opiniões nas redes sociais, a comentadora expôs ainda o lado mais sombrio do sucesso.
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O pânico com o julgamento exterior e o futuro cá fora ditaram noites de insónias e nervos à flor da pele nas vésperas das duas grandes finais que acabou por vencer: “Acho que o único conselho para o dia da vitória é mesmo: Calma. (…) Lembro-me de ter episódios de ansiedade dentro da casa nas noites antes da grande final, não porque precisava de ganhar, mas porque tinha um enorme receio de como estaria a minha vida e as minhas pessoas cá fora. (…) Acho que com mais calma, poderia ter saboreado melhor aquela gala final e o momento da vitória”.