O recado de João Ricardo ao Arouca após a saída de David Simão: Desgaste mental e heróis de um dia
O manifesto de João Ricardo contra a ingratidão no caso David Simão
Num texto carregado de indignação, João Ricardo critica a pressão desmedida e a forma como a indústria do futebol “descarta” as pessoas por trás dos números.
A saída de David Simão do FC Arouca já não é apenas uma questão de mercado ou de “rescisão amigável”. João Ricardo Ferreira, figura mediática das edições recentes da “Casa dos Segredos”, veio a público elevar o tom da discussão, denunciando o que considera ser uma cultura de descarte no futebol profissional e lembrando que, por trás dos salários e dos resultados, reside uma vulnerabilidade humana que o sistema insiste em ignorar.
O divórcio entre David Simão e o emblema da Serra da Freita está a gerar ondas de choque que extravasam as quatro linhas. Depois de o próprio jogador ter sugerido que o desfecho não foi o esperado, João Ricardo Ferreira utilizou as redes sociais para lançar uma crítica feroz à estrutura do futebol moderno, servindo de porta-voz a um sentimento de injustiça que parece rodear esta despedida.
Para João Ricardo, o caso de David Simão é o sintoma de um mal maior num desporto que “move milhões”, mas que falha no trato humano. Num texto que rapidamente se tornou viral, o ex-concorrente de reality shows da TVI lamentou a volatilidade do estatuto de um futebolista: “O futebol cria emoções, move milhões e arrasta multidões. Mas trata os jogadores como descartáveis. Num dia és herói, no outro és o problema. Errar deixa de ser humano e passa a ser crime.”
A crítica de João Ricardo foca-se na desumanização que muitas vezes é justificada pelos altos salários auferidos pelos atletas. O autor sublinha que o aspeto financeiro não é um escudo contra o sofrimento psicológico, apontando o dedo ao que considera ser uma cegueira coletiva perante a “pressão, ansiedade e desgaste mental” a que os jogadores são submetidos.
Ecoando as palavras do próprio David Simão – que já havia referido que o seu reconhecimento estava “nos números” – João Ricardo Ferreira fez questão de reforçar que a trajetória do médio no Arouca não pode ser apagada por uma rescisão de contrato abrupta “No fim, esquece-se o essencial: antes de jogadores, são pessoas e a história não dá para apagar, os números falam por si! És gigante” – concluiu, numa nota de apoio pessoal ao amigo.
Esta intervenção de João Ricardo retira o foco da “rescisão amigável” e coloca-o na gestão emocional das carreiras desportivas, num momento em que o Arouca tenta virar a página de um ciclo que, a julgar pelas reações de quem está próximo do jogador, deixa uma ferida aberta na ética da gratidão desportiva.
Quem vai ser expulso da 1ª. Companhia? Comentadores na TVI dizem tudo!