O relato arrepiante de Bruno de Carvalho sobre o adeus ao pai: “A noção de fim é terrível”
O antigo presidente do Sporting abriu o coração nas manhãs do canal. A dor da perda recente, o telefonema do hospital e as memórias de uma vida a trabalhar em família.
O Dia do Pai deste ano reveste-se de uma dor particular para Bruno de Carvalho.
O ex-concorrente de reality shows marcou presença no programa Dois às 10 para uma conversa profundamente emotiva com Cristina Ferreira e Cláudio Ramos, assinalando o primeiro ano em que celebra a data sem a presença física do seu progenitor, que faleceu no passado dia 1 de março.
A dualidade de sentimentos dominou o início da entrevista. Visivelmente fragilizado, o antigo presidente do Sporting confessou a dificuldade de gerir a data: “É ter que conciliar um dia do pai (…) Que é o primeiro dia que passo sem o meu pai, mas tendo que me lembrar que também sou pai e, portanto, tenho que fazer este esforço para ter uma parte do dia em que tenho muitas saudades e depois uma parte do dia que vou dedicar às minhas filhas”.
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Apesar de o pai lidar com problemas de saúde há cerca de três anos, Bruno de Carvalho admitiu que o momento da partida o apanhou de surpresa. O convidado partilhou o relato do dia em que tudo aconteceu: “Quando eu estive no hospital, depois de sair, cheguei a casa, nem mudei de roupa porque senti que aquele era o último dia, tive um telefonema do hospital a dizer que o meu pai tinha partido e estive lá com o meu pai. E percebi que não estava nada à espera daquilo”.
A dor da perda de uma das suas maiores referências fê-lo cair na realidade sobre a finitude da vida e o vazio deixado pela ausência: “Foi 50% do meu porto seguro que desapareceu e eu percebi finalmente, não, de facto não são eternos (…) A noção de fim é terrível. Toda a gente que acha que está preparada não está, não está de todo preparada”.
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Aproveitando o tempo de antena e a vulnerabilidade do momento, deixou um apelo sentido a todos os espectadores para que valorizem quem amam enquanto é tempo: “Aproveitem cada momento, digam todos os dias aos vossos pais e aos vossos filhos que os amam”.
Para além da dor, houve ainda espaço para recordar a forte ligação que unia pai e filho, que se estendia muito para além dos laços de sangue. Bruno recordou que trabalharam juntos ao longo de várias fases da vida, desde a juventude até à sua última empresa, sublinhando também que a paixão pelo clube de Alvalade é uma verdadeira herança de família.