Pedro Barroso expõe o pesadelo após a 1.ª Companhia: “Ameaçaram a minha namorada de morte”
Numa série de vídeos divulgados de madrugada, o ator quebrou o silêncio. Pedro Barroso revelou que a companheira e a enteada foram alvo de ameaças graves, sendo obrigadas a não sair de casa durante 12 dias.
Pedro Barroso viveu uma madrugada intensa nas redes sociais, publicando perto de 20 stories onde abriu o coração e relatou o verdadeiro inferno que a sua família atravessou durante e após a sua participação no reality show “1.ª Companhia”.
Visivelmente emocionado, mas determinado, o ator expôs as ameaças graves de que foi alvo e anunciou uma cruzada judicial contra o ódio online e as análises abusivas.
O ator começou por explicar que a sua decisão de sair do programa se deveu a um choque de valores e à perceção de que o ambiente de fricção não era compatível com a sua postura de vida.
“Antes de entrar num formato televisivo, eu deixei um comunicado, percebi claramente que não era o formato certo para mim, que não era aquilo em que eu acreditava (…) A vida ensina-me a posicionar, a defender os meus, a defender de cara serrada”, afirmou.
No entanto, o ponto mais chocante do seu desabafo prendeu-se com as consequências que a exposição teve na sua esfera privada. Pedro Barroso revelou que a sua namorada, Cátia, e a filha desta, foram vítimas de ameaças terroristas que as forçaram ao isolamento.
“Antes dessa entrevista [após a saída], na noite antes, eu tinha visto comentários com estilete óbvio, ameaças à minha namorada, à filha da mesma que deixou de ir à escola, a minha namorada não saiu de casa durante 12 dias, a não ser no dia que fui buscar: A minha namorada não merece ser ameaçada de morte”, contou, indignado.
O ator denunciou ainda comentários maldosos que insinuavam que a companheira sofria de violência doméstica.
“Disseram que ela seguiu a minha defesa nas redes sociais, porque tinha receio que eu lhe batesse quando chegasse a casa, que ela era vítima de violência doméstica, e tudo isto está escrito em comentários”, lamentou.
Sem referir diretamente o nome de Susana Areal, mas aludindo claramente às polémicas recentes com análises de perfil, Pedro Barroso criticou quem lucra com o escrutínio da vida alheia e garantiu que vai agir judicialmente, transformando esta batalha pessoal numa causa maior.
“Hoje em dia não vale tudo, não vale tudo para teres cliques, nomeadamente escrutinar a vida dos outros, ou analisar comportamentos debaixo de um formato, debaixo de pressão (…) Eu hoje decidi, juntamente com o meu corpo de advogados que abraça esta causa, honrarmos aqui um caminho maior onde vamos defender vítimas de bullying, cyberbullying, dentro da depressão, que sofreram suicídio, responsabilizando estas pessoas“, anunciou.
O ex-concorrente deixou claro que não pretende lucrar financeiramente com os processos que irá mover, destinando as verbas para apoiar quem sofre com o ódio online: “O dinheiro criado nestas causas é para pagar realmente ao corpo de advogados, mas não será nunca, nunca e nunca para a minha mão, será para poder juntar e criar uma associação, ajudar pessoas que tiveram burnout, que entraram na depressão”, explicou.
Pedro Barroso encerrou a sua intervenção reforçando que o bullying é crime e que a internet não pode ser um território sem lei, prometendo levar esta luta até às últimas consequências para defender a honra e a integridade de quem é atacado gratuitamente.