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Pedro Barroso responde a Susana Areal e avança para tribunal: “A internet não é um espaço sem lei”

Indignado com a "repercussão desproporcionada", o ator emitiu um comunicado duro. Pedro Barroso critica a leviandade das análises nas redes sociais e anuncia que vai defender a sua honra, oferecendo ajuda legal a quem se sinta lesado por práticas semelhantes.

A polémica entre Pedro Barroso e Susana Areal conheceu um novo e contundente capítulo.

Após a profiler ter vindo a público denunciar supostas ameaças para remover conteúdos sobre o ator, o ex-concorrente da “1.ª Companhia” decidiu reagir, apresentando a sua versão dos factos e expondo o teor da comunicação que existiu entre as partes.

Num longo comunicado, Pedro Barroso negou categoricamente qualquer tentativa de intimidação, esclarecendo que o contacto inicial teve apenas como objetivo proteger os seus direitos de imagem e travar o que considera ser um diagnóstico abusivo feito em praça pública.

“Nunca houve qualquer ameaça. O contacto efetuado consistiu exclusivamente numa notificação para remoção de publicações que utilizavam a minha imagem sem consentimento, associada a um conteúdo com um diagnóstico fechado sobre comportamento ou personalidade. O pedido teve um único objetivo: retirar o uso indevido da imagem e encerrar o assunto. As publicações foram removidas”, começou por explicar o ator.

Pedro Barroso mostrou-se revoltado com a postura de Susana Areal após a remoção dos vídeos, acusando-a de alimentar uma falsa narrativa de vitimização que acabou por gerar ódio nas redes sociais contra ele.

“No entanto, após essa remoção, foi divulgado um novo comunicado voltando a utilizar o meu nome, apresentando o pedido como ‘ameaça’. Essa narrativa não corresponde aos factos e deu continuidade pública a um tema que poderia e deveria ter ficado resolvido. A exposição e propagação deste enquadramento, nas redes sociais e na comunicação social, gerou uma repercussão pública desproporcionada, incluindo reações hostis, quando a situação poderia ter sido tratada com discrição e boa conduta, desde o início”, lamentou.

Perante o que classifica como um agravamento da situação e o uso do seu nome para “fins de promoção pessoal”, o ator confirmou que irá recorrer aos tribunais para defender a sua honra. Pedro Barroso fez ainda questão de anunciar que esta batalha judicial terá um propósito solidário.

Pedro Barroso responde a Susana Areal e avança para tribunal: "A internet não é um espaço sem lei"
Pedro Barroso responde a Susana Areal e avança para tribunal: “A internet não é um espaço sem lei”

“Importa reforçar que não existia qualquer direito de utilização da minha imagem para fins de promoção pessoal ou profissional. Perante o agravamento da situação, o caso seguirá os trâmites adequados junto das entidades competentes, para defesa do meu bom nome, honra e reputação. Qualquer compensação que venha a resultar destes processos será destinada a causas sociais ligadas à saúde mental e ao combate ao bullying nas redes sociais, realidades que, como se tem visto, podem ter consequências gravíssimas. Reforço, por fim, que a internet não é um espaço sem lei. Este esclarecimento é feito apenas para reposição da verdade”, garantiu.

Numa nota final, Pedro Barroso alargou o debate para a ética dos diagnósticos online, criticando a forma como certos conteúdos são produzidos sem medir as consequências na vida dos visados. O ator foi mais longe e colocou a sua própria equipa jurídica à disposição de outras pessoas que se sintam vítimas deste tipo de análises não consentidas.

“Deixo ao critério de cada pessoa analisar, de forma autónoma e crítica, o tipo de conteúdos, linguagem e abordagem pública utilizados nos perfis em causa (…) Importa apenas recordar que diagnósticos sobre comportamento ou personalidade, associados a imagens de pessoas identificáveis, não podem ser feitos sem consentimento, nem apresentados como conteúdo público, muito menos quando geram reações hostis. A forma como este tipo de conteúdos se propaga nas redes sociais pode ter impactos sérios na vida das pessoas, alimentando exposição pública, julgamentos, bullying e discursos de ódio (…) Todas as pessoas que se tenham sentido lesadas ou indevidamente expostas por práticas semelhantes devem procurar os meios legais adequados. A minha equipa jurídica encontra-se disponível para orientação através do contacto que será indicado”, concluiu.

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