Pedro Chagas Freitas exige câmaras nas escolas via petição: “Um adulto errado marca uma criança para sempre”
Salvaguardando o amor que tem pelos educadores, o escritor argumenta que "os maus podem estragar a imagem dos bons". Para Pedro Chagas Freitas, a escola exige um "ato de fé social" dos pais, mas a confiança cega não chega quando está em causa algo irreversível.
Pedro Chagas Freitas recorreu às suas plataformas digitais para partilhar um apelo vigoroso a favor da petição «Pela Implementação de Sistemas de Videovigilância em Instituições Educativas para a Proteção das Crianças em Portugal».
Num texto carregado de emoção e pragmatismo, o escritor começou por dirigir uma palavra de apreço à classe docente, garantindo que esta iniciativa não visa “apontar o dedo”, mas sim salvaguardar tanto as crianças como os profissionais íntegros. “Os maus podem estragar a imagem dos bons. Temos de evitar isso”, escreveu, sublinhando que a escola representa, para muitos pais, um “primeiro ato de fé social” onde se entrega o que se tem de mais frágil.
O autor estabeleceu um paralelismo critico entre a segurança de bens materiais e a proteção infantil, questionando as prioridades da sociedade: “Se aceitamos câmaras em bancos, em supermercados (…) se protegemos dinheiro, carros, mercadorias, não temos de hesitar quando o assunto são crianças”, defendeu.
Para Pedro Chagas Freitas, a videovigilância funcionaria como uma “testemunha muda” capaz de fazer a diferença entre a dúvida e a verdade, protegendo os bons educadores de acusações injustas e servindo de dissuasor para os “maus”, que assim talvez “pensem duas vezes” antes de agir. O escritor lembrou que o trauma é muitas vezes definitivo: “Basta um adulto errado no lugar errado para marcar uma criança durante anos (…) A infância não tem botão de reiniciar”.
O apelo encerra com uma reflexão sobre a incapacidade dos mais novos em verbalizarem o sofrimento. Descrevendo a infância como um “território silencioso“, Pedro Chagas Freitas alertou que muitas crianças “não têm vocabulário para nomear desconforto, medo, abuso”, restando apenas sinais tardios de mudança de comportamento. Rejeitando a ideia de um “Big Brother educativo”, o autor pede apenas regulamentação e regras claras de privacidade, apelando à ação dos adultos: “As crianças não têm voz, não assinam petições. Nós assinamos”.
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