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Pedro Chagas Freitas revoltado: Segurança Social recusa pagar funeral de criança. “Uma besta de um tumor levou-o”

O luto pela morte de Miguel, de apenas dois anos e nove meses, foi interrompido por uma resposta fria do sistema.

Pedro Chagas Freitas utilizou as suas redes sociais este sábado para partilhar um grito de revolta perante um caso que expõe a frieza do sistema burocrático num momento de dor absoluta.

O escritor começou por relatar a tragédia de forma crua e direta, escrevendo que “O Miguel morreu. Tinha dois anos e nove meses. Uma besta de um tumor cerebral levou-o dez dias depois do diagnóstico. É uma filhadaputice, a natureza a ser a maior cabra do mundo”.

O autor prosseguiu o seu desabafo focando-se na insensibilidade com que o Estado tratou a perda, sublinhando que “há no luto dos pais um silêncio que não devia ser tocado por nenhuma forma de burocracia. O filhos deles morreu”.

No entanto, a resposta que a família recebeu foi devastadora, tal como descreveu Pedro Chagas Freitas: “A Segurança Social diz que não há direito ao reembolso das despesas do funeral porque a criança não contribuiu. A existência humana reduzida à lógica contabilística. Uma criança não contribuiu porque ainda não viveu. É aí que está a mais miserável das dores”.

Indignado com a disparidade de apoios, o escritor denunciou o peso financeiro que recai sobre quem já perdeu tudo emocionalmente, notando que “o funeral custa cerca de mil euros. O subsídio cobre menos de um terço. Cria-se uma hierarquia da mortalidade: as crianças e os deficientes ficam na base. Não pode ser”.

Para fechar a sua reflexão, Pedro Chagas Freitas deixou um apelo veemente à alteração desta realidade, defendendo que “a existência humana não é um contrato que só se valida quando devolve rendimento. A vida não começa quando se entra no circuito económico. O que fica antes, a infância, a fragilidade, a dependência, existe, tem valor, é vida”.

O escritor concluiu o texto com uma frase que resume o sentimento de injustiça: “A morte infantil não deveria ser um encargo. Temos de corrigir isto. A dor basta”.

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