Pedro Crispim recusa “fábricas de produção massiva” e explica ausência da TV: “Não me identifico com os atuais painéis”
O consultor de moda e comentador de reality shows justificou o seu afastamento dos ecrãs. Em entrevista à Nova Gente, o comunicador garantiu que não implora por trabalho e criticou a atual vaga de comentários.
Pedro Crispim, um dos rostos mais marcantes do comentário de reality shows nos últimos anos, está atualmente afastado da televisão por opção própria.
Numa entrevista reveladora à revista Nova Gente, o fashion advisor abriu o jogo sobre a sua saída do pequeno ecrã e garantiu estar em total paz com a decisão.
Com uma carreira televisiva que remonta a 2005, altura em que se estreou no programa “Esquadrão G” da SIC, o conhecido criador do Atelier Styling Project construiu um percurso firme que cruza a moda, a comunicação e o entretenimento. Hoje, perfeitamente conhecedor do seu valor, Crispim rejeita o estancamento profissional e o comodismo de marcar presença só por estar.
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“Eu fico enquanto sentir que os projetos me acrescentam. Quando deixo de sentir isso, sigo outro rumo. Os projetos mudam, as pessoas mudam, o público muda, o mundo muda. Nesse sentido, eu também não podia ser algo estanque. A mim, faz-me muita confusão as pessoas que andam em círculos, principalmente quando estão insatisfeitas”, explicou à publicação, sublinhando que as mudanças na vida são sempre salutares.
A quebra de identificação com o atual panorama televisivo foi o fator determinante para a sua pausa. Sem papas na língua, o antigo comentador confessou que os formatos presentes já não o seduzem. “Neste momento, os painéis, a realidade, o estilo de comentador, o tipo de comentário que existe, eu não me identifico, não sinto que me acrescente e também sinto que eu próprio não iria acrescentar a um projeto destes neste momento. Não há problema nenhum. Está tudo bem com isso”, assumiu de forma tranquila.
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Recentemente, o consultor de moda partilhou uma reflexão nas suas redes sociais a abordar a sua ausência diária na televisão. A mensagem foi prontamente dissecada por alguns seguidores, mas Crispim fez questão de clarificar as intenções, afastando qualquer cenário de vitimização. O objetivo era apenas comunicar com quem o acompanha: “Não foi feito em tom de choradinho, nunca foi para chegar a nenhum diretor, canal ou projeto. O meu trabalho foi sempre para chegar às pessoas. E nesse sentido, acredito, e vê-se pelas redes sociais, que consegui chegar a elas”.
Orgulhoso da sua independência construída ao longo de décadas na indústria da moda e na caixinha mágica, o comunicador recusou a ideia de jogos de bastidores para conseguir lugares cativos. “Eu não peço nada a ninguém, não vou tomar cafés com ninguém, não faço conversas com ninguém. As pessoas gostam ou não gostam do meu perfil e do meu trabalho“, frisou.
Apesar deste afastamento voluntário, a porta da televisão não está definitivamente fechada. O regresso terá, contudo, de acontecer num formato que lhe ofereça liberdade e estímulo. Consciente da sua evolução, deixou o aviso de que não está disponível para qualquer coisa: “Acredito que sou um bom profissional, um bom entertainer, um bom comunicador, que cresci muito nos últimos anos. Mas, efetivamente, tal como os outros gostam de crescer, eu também gosto. E manter-me no mesmo lugar não faz muito sentido para um perfil como o meu, que é um perfil de desbravar caminhos, de experimentar, de me sentir estimulado, desafiado, valorizado. Não me apetece estar numa fábrica de produção massiva. Apetece-me criar, ser surpreendido”.