“Perdi a minha liberdade”: Joana D’Arc recusa anular-se perante a disciplina militar
O grito de revolta de Joana D’Arc na 1.ª Companhia
A recruta Joana D’Arc protagonizou um dos momentos mais tensos da semana ao admitir o esgotamento face às regras de obediência do programa, gerando um debate sobre a perda de identidade e liberdade.
A disciplina militar da “1.ª Companhia” parece ter batido num muro de resistência pessoal e, num desabafo que oscilou entre a exaustão e a rebeldia, Joana D’Arc confrontou os colegas e a própria estrutura do programa da TVI, declarando o fim da sua “fase obediente”. A recruta, que se sente limitada pelo contexto de anulação individual da vida no quartel, garante que a sua liberdade de expressão será a próxima arma a ser disparada na «base».
O ambiente de tensão começou a desenhar-se durante uma troca de palavras com o recruta Filipe, que questionou a perceção de Joana sobre estar a ser “anulada” pelo regime militar. Embora ressalvando que todos sabem que se trata de um programa de televisão, Joana D’Arc não escondeu o peso do compromisso que assumiu “Eu tenho o dever de obediência, não é? Estou aqui porque quis, num programa que tem a ver com o âmbito militar“, começou por explicar, tentando racionalizar a pressão que sente.
Contudo, a conversa rapidamente escalou quando o cansaço psicológico se sobrepôs à lógica do formato. Perante a impaciência de colegas como Soraia Sousa, que criticava a duração da discussão, Joana subiu o tom “Na próxima aula vou falar ainda mais. Estou farta de ser obediente… Estou farta, não vou ser mais obediente”, atirou, num momento de rutura com a etiqueta esperada de uma recruta. “Estou farta de ser bem-educada e obediente, não quero saber. Cansei“.
O debate evoluiu para uma reflexão mais profunda sobre o que os concorrentes deixaram “à porta” do quartel e, enquanto Andrea Soares sugeria num tom entre o irónico e o amargo, que alguns já tinham perdido a “dignidade”, Joana D’Arc focou-se num conceito mais elementar: a autonomia “Não perdi a minha identidade. Eu perdi a minha liberdade“, desabafou, encontrando eco em Andrea, que rematou com um sarcástico “eu também deixei a minha lá fora”.
Para Joana, o contexto militar é, por definição, um exercício de anulação do “eu” em favor do grupo e da hierarquia, algo que a recruta parece agora disposta a desafiar “Agora eu vou falar mal para toda a gente. Acabou“, prometeu, deixando antever que as próximas semanas na “1.ª Companhia” serão marcadas menos pela ordem e mais pelo confronto de personalidades.
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