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PJ investiga caso Maycon Douglas: “É muito forte a possibilidade de haver mão criminosa”:

A Polícia Marítima e a PJ estão atentas ao ruído online. O repórter da TVI alertou para pessoas que dizem ter falado com Maycon na noite do desaparecimento apenas para "quererem aparecer".

As buscas por Maycon Douglas sofreram uma alteração significativa de estratégia, com as autoridades a admitirem agora, com maior clareza, a hipótese de crime.

Bruno Caetano, repórter do “Dois às 10”, entrou em direto a partir da Nazaré para atualizar o ponto de situação e revelou que a investigação está a transitar de um simples desaparecimento para um cenário potencialmente criminal.

O repórter explicou que as condições do mar obrigaram à suspensão das operações de mergulho, mas que o trabalho em terra continua intenso, focado em perceber como é que a viatura foi parar àquele local específico, “De momento estão suspensas até que mais detalhes sejam divulgados e até mesmo que o mar assim permita que sejam feitas buscas no mar. (…) Até porque poderão estar aqui em cima da mesa, não só um desaparecimento, mas podemos estar perante um cenário de crime. Esta é a notícia mais recente daquilo que podemos afirmar, de que poderá ser aqui não só um simples desaparecimento, mas sim todos os cenários que estão em cima da mesa, mas começa a aumentar a dúvida se não há aqui de facto um crime de homicídio“, avançou Bruno Caetano.

Um dos pontos que está a levantar mais suspeitas é o acesso ao local onde o carro caiu, junto ao farol.  A zona é restrita e carece de autorização municipal para a circulação de viaturas, mas uma circunstância excecional na noite de 30 de dezembro permitiu a passagem.

“Há aqui um pormenor muito interessante que peço atenção para esta situação, é que para aceder ao farol é preciso ter a autorização da própria câmara, ora, como é que ele chegou ali? Atravessou um caminho por terra batida, que tinha um portão aberto porque estava a ocorrer ali um evento, e resta saber se foi mesmo Maycon que levou o carro até ao ponto onde caiu deste farol, esta é uma das grandes preocupações da investigação com quem falamos esta manhã, é como é que o carro chega ali? (…) E depois, quem é que lançou o carro desta arriba?”, questionou o jornalista.

A tese de suicídio, inicialmente equacionada, está a ser descartada pela família e amigos próximos, que garantem que o jovem tinha planos para o futuro. No entanto, a investigação está a ser dificultada pelo ruído criado nas redes sociais por pessoas que alegam ter ligações a Maycon.

Bruno Caetano deixou um alerta sério sobre o aproveitamento mediático de terceiros, que estão a confundir as autoridades com falsas pistas e testemunhos fabricados.

“Há uma pessoa que diz que falava com ele constantemente, recebia mensagens, telefonemas, uma alegada namorada que não é de facto a namorada de Maycon, há muitos amigos que se aproximaram agora da família dizendo que eram amigos, que também têm lançado muitas questões para o ar, que só baralham a investigação. (…) O que é certo é que muita gente com quem falamos esta manhã dizem-nos que há pessoas a tirarem proveito e partido de quererem aparecer nestas alturas”, lamentou.

O repórter concluiu a sua intervenção com uma frase que resume a gravidade do momento atual do processo: “Cristina, deixa-me dizer-te, e para terminar, é muito forte a possibilidade de haver mão criminosa no desaparecimento de Maycon”.

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